Cerca de 80 servidores serão transferidos após anúncio de greve dos Correios na Capital

Paralisação em centros
de distribuição reduz
capacidade de entregas
e preocupa empresários - Foto: Nilson Figueiredo
Paralisação em centros de distribuição reduz capacidade de entregas e preocupa empresários - Foto: Nilson Figueiredo

Paralisação em cetros de distribuição reduz capacidade de entregas e preocupa empresários

Dois centros de distribuição dos Correios de Campo Grande anunciaram greve na manhã desta quarta-feira (29). A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada pelo Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul), e os funcionários do posto da Zona Leste, próximo à Avenida Eduardo Elias Zahran, e da Avenida Júlio de Castilho paralisaram as atividades por tempo indeterminado.

Segundo Wilton dos Santos, presidente do sindicato, a medida é motivada pelo anúncio do fechamento dos centros de distribuição da Zona Leste (no Jardim São Lourenço) e da Zona Oeste (na Vila Alba). Além disso, a paralisação pode impactar cerca de 30% das entregas em toda a Capital.

Dessa forma, cerca de 80 servidores terão que ser transferidos para outros centros de distribuição. Ainda segundo o sindicalista, já está definido que os que trabalham na Zona Leste serão conduzidos para o centro de distribuição que fica em frente à antiga rodoviária da Capital, e os que trabalham na Zona Oeste ficarão no centro de distribuição Guanandi, localizado próximo ao Jardim Leblon.

Em entrevista ao jornal O Estado, Wilson garante que essa paralisação vai acarretar em prejuízos para população. ” existe para os dois lados, porque no movimento de greve, os trabalhadores sofrem eas sanções de descontos dos dias parados e também existe uma previsão de redução dos destinos postais e isso vai fazer com que os trabalhadores tenham perdas salariais. Agora em relação à população, comércio e empresas que dependem do serviço, também eles terão um prejuízo pois acaba acarretando atraso nessas entregas”

“A Shoppe também é uma plataforma que utiliza os correios, mas tem outros meios de entrega através de mão de obra terceirizada no sistema, que consideramos inclusive bem prejudicial para o trabalhador. Então, com certeza há também algum transtorno, mas a Shopee já não opera exclusivamente com os Correios, até por conta das precarizações que vem sofrendo eles vão buscando outras alternativas. Só que, nos lugares mais interioranos, onde não tem lucro, a única empresa que está lá é os Correios”, completou.

A secretária de Administração e Finanças do sindicato, Elaine Regina, explica que os Correios teriam informado que vão fechar os centros de distribuição, o que pode colocar em risco os direitos dos empregados.

“A gestão nacional apresentou um projeto de reestruturação que, na nossa visão, é a destruição dos Correios […] Os Correios estão enxugando, com planos de demissão incentivados, e agora vêm com esse ataque, que é o fechamento das unidades. Ameaçam fechar esses dois centros de distribuição aqui na Capital, o que vai precarizar ainda mais o atendimento à população.”

As reivindicações da categoria são em relação à manutenção dos Correios, a fim de favorecer o atendimento à população, conforme explicou a secretária.

 

Polyana Vera

 

 

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