Diferença salarial persiste apesar de crescimento do emprego feminino no Estado
Mato Grosso do Sul contava, em dezembro de 2025, com 652 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 226,1 mil vínculos empregatícios. Desse total, 83 mil eram ocupados por mulheres — sendo 50 mil por mulheres negras (60,2%) e 32,9 mil por mulheres não negras (39,6%). Já entre os homens, eram 143,1 mil trabalhadores, dos quais 95,1 mil negros (66,4%) e 48 mil não negros (33,5%).
Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial e do 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.
Apesar do avanço na presença feminina no mercado formal, a desigualdade salarial segue evidente. Em Mato Grosso do Sul, mulheres receberam, em média, R$ 3.065,70, enquanto os homens tiveram rendimento médio de R$ 4.151,02 — uma diferença de mais de R$ 1 mil.
Entre os recortes por raça, as mulheres negras registraram salário médio de R$ 2.658,43, abaixo das mulheres não negras, que receberam R$ 3.706,03. Já os homens negros tiveram média de R$ 3.701,36, enquanto os não negros chegaram a R$ 5.067,47.
Crescimento do emprego feminino
No cenário nacional, o relatório aponta avanço na contratação de mulheres, especialmente negras. Entre 2023 e 2025, o número de mulheres pretas e pardas empregadas em grandes empresas cresceu 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões — mais de 1 milhão de novas vagas ocupadas.
No total, o número de mulheres empregadas subiu 11% no período, saindo de 7,2 milhões para 8 milhões.
Mesmo com o crescimento, a desigualdade salarial permanece. Em 2025, mulheres receberam, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados no país. Na admissão, a diferença foi de 14,3% a menos para elas em relação aos homens.
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