Operação nacional mira abusadores de crianças em MS e em outros 12 estados

Foto: divulgação/PF
Foto: divulgação/PF

Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal foi às ruas na manhã desta terça-feira (28) para combater redes de abuso sexual contra crianças e adolescentes em todo o país. Mato Grosso do Sul está entre os alvos da Operação Nacional Proteção Integral IV, que ocorre simultaneamente no Brasil e em outros 14 países, com foco na desarticulação de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de menores.

No Estado, a ofensiva conta com o apoio da Polícia Civil. Juntas, as equipes cumprem mandados de busca, apreensão e prisões preventivas. Ao todo, a operação mobiliza 503 policiais federais e 243 civis, evidenciando a dimensão da ação integrada.

Até o momento, pelo menos um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. O alvo é um jovem de 19 anos, que teve o celular apreendido. O aparelho será submetido à perícia, etapa considerada essencial para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros envolvidos.

Além de Mato Grosso do Sul, as ações se estendem ao Distrito Federal e a outros 12 estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

A operação também ultrapassa fronteiras. Autoridades de países como Argentina, Colômbia, Espanha, França, México e Uruguai participam da mobilização internacional, que busca frear redes criminosas que atuam de forma articulada entre diferentes nações.

A escolha do período reforça o caráter preventivo da iniciativa, já que a ofensiva ocorre às vésperas do Maio Laranja — campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Dados da Polícia Federal indicam que, somente em 2026, os Grupos de Capturas já retiraram de circulação ao menos 450 foragidos por crimes sexuais no Brasil. No total, são 175 mandados judiciais expedidos nesta operação, sendo 159 de busca e apreensão e 16 de prisão, embora ainda não haja detalhamento por estado.

Prevenção começa em casa

Além da repressão policial, as autoridades reforçam a importância da prevenção. O acompanhamento do uso da internet por crianças e adolescentes é apontado como uma das principais formas de proteção.

Especialistas recomendam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante sobre segurança digital, orientem os filhos a relatar qualquer abordagem suspeita em redes sociais ou jogos online e fiquem atentos a mudanças bruscas de comportamento, como isolamento ou alterações de humor. O alerta é claro: a vigilância e a informação são ferramentas fundamentais para impedir que novos casos aconteçam.

 

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