Vem aí, Festival América do Sul 2026

DJ Dennis, Marcelo D2 e Dilsinho - Foto: divulgação
DJ Dennis, Marcelo D2 e Dilsinho - Foto: divulgação

Primeiros nomes nacionais de um dos maiores festivais da fronteira são confirmados e aumentam a expectativa do público

 

Do rap ao pagode, Corumbá se transforma em território cultural e plural de 14 a 17 de maio com a 19ª edição do Festival América. Nesta semana, forma confirmados os nomes de Marcelo D2, Dilsinho e DJ Dennis como as atrações nacionais, mas, segundo a organização, outros nomes ainda deverão ser anunciados até o próximo mês.

O evento é um encontro de arte, música, dança, teatro e gastronomia, transformando o município fronteiriço de Corumbá em território de travessia.

Foto: divulgação

Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura) e apoio da Prefeitura Municipal de Corumbá, o Festival América do Sul vai muito além dos grandes palcos. Tendas, escolas, praças, associações e tablados ressaltam a pluralidade de produções e representatividades: o FAS abraça a arte negra e indígena, a infância e percorre bairros periféricos de uma cidade de múltiplas identidades.

Em suas ruas, praças e espaços culturais, a arte encontra morada. Seja na música que ecoa, no teatro que ocupa, na dança que atravessa corpos, na literatura que narra, no artesanato que guarda memórias, nas artes visuais que revelam olhares, no cinema que projeta outras realidades. Cada linguagem é um caminho — e todos levam ao encontro.

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Primeiros nomes

A programação musical acompanha esse movimento. Na quinta-feira (14), a cena regional inaugura o festival como quem chama pelo nome: são artistas do território que dão o tom de pertencimento, reafirmando que toda travessia começa pelo reconhecimento de onde se pisa.

Na sexta-feira (15) o DJ Dennis traz a pulsação das cidades, a batida que nasce nas periferias e ganha o país, transformando o espaço público em pista e celebração. Com uma carreira consolidada como produtor e hitmaker, Dennis é responsável por alguns dos maiores sucessos do funk brasileiro contemporâneo, conectando diferentes públicos e ampliando as fronteiras do gênero.

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Seus shows carregam essa mesma energia: sets dinâmicos, que transitam entre o funk, o pop e a música eletrônica, criando uma experiência coletiva marcada pela dança e pela intensidade. Em Corumbá, sua presença reforça o diálogo do festival com as expressões urbanas e com as sonoridades que emergem das ruas para ocupar o centro da cena cultural brasileira.

Já no sábado (16), Marcelo D2 ocupa o palco como quem constrói pontes entre tempos. Em seu Manual Prático do Novo Samba Tradicional, o artista mergulha em um processo criativo que une a força ancestral do samba às possibilidades da música contemporânea, combinando batidas eletrônicas — como a clássica 808 — a instrumentos tradicionais como tantã, repique e cuíca, em um gesto de reinvenção e continuidade.

Sua apresentação se aproxima de um convite à partilha. D2 se coloca como um mediador entre tradição e público, abrindo caminhos para que o espectador compreenda a construção da obra e se reconheça nela. É o samba como organismo vivo, em transformação constante, que carrega memória, mas também aponta para o futuro.

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Dilsinho encerra o festival no domingo (17) com a delicadeza dos afetos que se tornam canto coletivo. Dono de uma das vozes mais populares do pagode atual, o artista construiu uma trajetória marcada por sucessos que dialogam diretamente com o cotidiano, o amor e as relações humanas, conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais.

A “Turnê Diferentão” conta com repertório que mistura grandes sucessos e novidades sonoras e promete emocionar e contagiar o público. Com sua voz marcante e carisma inconfundível, Dilsinho promete uma verdadeira celebração do pagode, proporcionando ao público uma viagem musical repleta de hits e novas canções.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o festival é expressão de um compromisso maior. “O Festival América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força, criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”.

Números expressivos

Desde o ano passado, o Festival América do Sul mudou de mês, passando a ser realizado em maio em vez do fim do ano, decisão estratégica para o melhor conforto da população e dos participantes, devido as intempéries climáticas.

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A mudança trouxe resultados: em 2025 o evento recebeu mais de 1.900 turistas, que movimentaram R$ 2,7 milhões na economia local, números também sentidos na rede hoteleira, que contabilizou ocupação dos hotéis de 61,25%, com permanência média de 2,8 dias por visitante.

Os turistas gastaram, em média, R$ 310,23 no evento e R$ 198,43 na cidade, enquanto os moradores gastaram R$ 116,92. Foodtrucks, que investiram coletivamente R$ 41 mil, arrecadaram R$ 89 mil. Já as barracas da praça de alimentação, com investimento de R$ 50 mil, registraram faturamento de R$ 125 mil.

Dentro da programação do Festival América do Sul dois setores que aliam arte e geração de renda também somaram ganhos. Artesãos que expuseram suas obras no estande principal, no Porto Geral, garantiram R$ 19.151,97 em vendas somadas; já na moda o giro foi de R$ 11.180,00 com a comercialização de diferentes peças de vestuário.

Mais informações sobre a programação, horários e locais poderão ser consultados no site https://mscultural.ms.gov.br/festival/festival-america-do-sul/.

 

Por Carolina Rampi

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