Troca de comando no Choque marca nova fase após cinco anos em Campo Grande

Foto: Saul Schramm/Arquivo
Foto: Saul Schramm/Arquivo

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul realizou, na tarde desta quarta-feira (22), a cerimônia de troca de comando do Batalhão de Choque, em Campo Grande. O evento reuniu autoridades civis e militares e oficializou a transição após cinco anos de gestão do tenente-coronel Rigoberto Rocha.

O major Cleyton da Silva Santos assume a unidade após atuar como subcomandante, enquanto Rocha deixa o posto para comandar o Batalhão de Operações Policiais Especiais e também exercer função adjunta no Comando de Policiamento Especializado.

De acordo com o comando-geral da corporação, a mudança segue planejamento interno e foi construída de forma gradual. A escolha do novo comandante leva em conta a experiência acumulada dentro da própria unidade. “Temos tranquilidade com o major à frente do batalhão. A sucessão foi construída”, afirmou uma das autoridades presentes.

Durante a cerimônia, Rigoberto Rocha destacou o nível de exigência do Batalhão de Choque e o perfil dos policiais que integram a tropa. Segundo ele, a principal missão ao longo de sua gestão foi manter o padrão operacional. “O batalhão não é para qualquer um. Não tem conforto, não tem escala previsível. É compromisso com a missão e com a equipe”, declarou.

O oficial também ressaltou a rotina intensa dos policiais e a importância do trabalho diário, muitas vezes sem visibilidade pública. “O grande policial está no dia a dia, cumprindo sua missão e voltando para casa com responsabilidade”, disse. Para Rocha, o reconhecimento ocorre dentro da própria corporação e nos resultados obtidos nas operações.

Ao encerrar o ciclo no Choque, o tenente-coronel afirmou sair com sensação de dever cumprido. “Tentei honrar a função e ser mais um escudeiro dessa tropa. Hoje levo comigo a responsabilidade de ter comandado o Choque”, pontuou. Ele também agradeceu o apoio da família e dos colegas, destacando o papel coletivo na condução das atividades.

O comando-geral reforçou o caráter estratégico da unidade, especialmente em um estado que possui mais de 1,6 mil quilômetros de fronteira. O Batalhão de Choque atua como força de resposta em ocorrências de alta complexidade, sendo considerado peça-chave em operações críticas. “É uma tropa de excelência, preparada para atuar nas missões mais difíceis”, destacou a corporação.

Ao assumir o comando, o major Cleyton enfatizou a continuidade do trabalho já desenvolvido e o compromisso com a manutenção do nível técnico da tropa. “É uma unidade comprometida, especializada e pronta para cumprir qualquer missão”, afirmou. Ele também ressaltou a importância da capacitação constante para garantir respostas rápidas e eficientes.

Na nova função, Rigoberto Rocha terá a missão de auxiliar na coordenação das unidades táticas do estado e no planejamento estratégico das operações. “A missão aumenta, mas sigo com o mesmo compromisso com a corporação”, concluiu.

A cerimônia foi marcada ainda por homenagens e reconhecimento ao trabalho realizado nos últimos anos, reforçando o papel coletivo na construção dos resultados operacionais do Batalhão de Choque.

 

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