A cidade de Itaporã, a 220 quilômetros de Campo Grande, antecipou a vacinação contra a Chikungunya e se tornou a primeira de Mato Grosso do Sul a aplicar o imunizante contra a doença. O município recebeu 3 mil das 20 mil doses enviadas ao Estado, e a meta é vacinar 21,2% do público-alvo em Itaporã.
Desde o início do ano, MS enfrenta uma epidemia que já resultou em 12 mortes por chikungunya. Com isso, o Estado concentra 63% dos 19 mortes registrados no país e soma mais de 6 mil casos prováveis em 2026.
Em MS, 67% dos municípios do Estado estão em nível de alerta para risco de infestação do Aedes aegypti. O cenário é preocupante, com potencial aumento de casos de dengue, zika e chikungunya.
MS recebeu 20 mil doses da vacina
Na última semana, Mato Grosso do Sul recebeu 20 mil doses da vacina contra a chikungunya. A previsão é de que o Estado receba, ao todo, 46,5 mil doses, destinadas principalmente aos municípios de Dourados e Itaporã.
Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), 7 mil dessas doses foram encaminhadas ao Núcleo Regional de Saúde de Dourados, de onde os municípios retiram os imunizantes para aplicação. Outras 3 mil foram para Itaporã. A divisão considerou o público apto a participar da estratégia-piloto de vacinação.
Devido à capacidade de armazenamento da Rede de Frio estadual e municipal, a SES solicitou o envio fracionado das doses, garantindo a conservação adequada. Assim, as primeiras 20 mil unidades já foram entregues, e novas remessas serão encaminhadas conforme o avanço da vacinação.
Quem pode se vacinar?
A vacina contra a chikungunya é de dose única e indicada para pessoas de 18 a 59 anos. Em Mato Grosso do Sul, a estratégia inicial contempla profissionais de saúde e a população indígena, grupo mais afetado pela epidemia.
Por ser um imunizante de vírus vivo atenuado, há contraindicações. Não devem receber a vacina:
*gestantes e puérperas;
*pessoas imunocomprometidas;
*indivíduos com doenças crônicas descompensadas;
*pessoas com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula.
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