Temporal em Campo Grande: quedas de árvores bloqueiam ruas, destroem fiação e deixam rastro de prejuízos

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

O temporal que atingiu a Campo Grande na tarde de ontem (19) deixou um rastro de destruição que ainda impacta a rotina de diversas regiões. Mais de 16 horas após as primeiras quedas de árvores, moradores da Vila Glória, Jardim São Lourenço, Vila Carvalho e Vila Santa Dorotheia convivem com vias bloqueadas, fiação danificada e o sentimento de abandono pelo poder público.

Na Vila Glória, o cruzamento das ruas 24 de Outubro e Jornalista Belizário Lima permanece totalmente interditado. Sem a presença de equipes de trânsito ou da Defesa Civil, os próprios vizinhos utilizaram fitas para improvisar o isolamento da área. A queda da árvore, ocorrida ao lado do Vitorino’s Bar e Restaurante, danificou a cobertura do estabelecimento e a fiação elétrica local. Até o momento, não há previsão oficial para a liberação da via.

Diante da demora no atendimento oficial, moradores da Rua Marques de Lavradio decidiram agir por conta própria. Uma árvore atravessou a via e derrubou um padrão de energia elétrica. Para garantir a circulação de carros, o grupo se mobilizou e conseguiu arrastar o tronco até a calçada.

Prejuízos particulares e susto

Portão foi danificado após queda de árvore, na Vila Carvalho – Foto: Nilson Figueiredo

O temporal também deixou estragos na Vila Carvalho. Por volta das 16h, uma árvore caiu e danificou o portão da casa de Célio Roberto, localizada na Na Avenida Joaquim Manoel de Carvalho. Morando no local há 10 anos, Célio diz que foi a primeira vez que teve prejuízos por causa da chuva forte.

Célio Roberto – Foto: Nilson Figueiredo

“Estava em casa com minha esposa, não percebemos que a árvore tinha caído, porque estava chovendo granizo. Felizmente não tivemos danos mais graves, somente o portão. Já entrei em contato com a imobiliária e eles vão acionar o seguro e realizar a manutenção aqui”, explicou.

Na Rua São Geraldo a árvore que ficava na frente da casa do aposentado Milton Noda também caiu. O morador conta que por volta das 18h40, a árvore tombou e, apesar de não ter atingido veículos e imóveis, causa transtornos a quem precisa passar pela rua. Outro ponto levantado pelo aposentado, foi o fato de não conseguir que nenhum órgãos público ter ido ao local para verificar a situação.

“Liguei para todos os órgãos que me lembrei, Defesa Civil e eles dissera que não poderiam vir, Bombeiros, Energisa, ninguém veio. A remoção dessas árvores foi pedida há anos, para a prefeitura, e nunca vieram. Fizemos todos os trâmites certinho. Até autorizaram a remoção, mas disseram que o solicitante, no caso eu, teria de arcar com os custos da remoção. Para remover cada árvore, o custo aproximado é de R$ 4 mil. como um aposentado vai arcar com isso?”, questiona.

Árvore caída na Rua São Geraldo – Foto: Nilson Figueiredo

A reportagem entrou em contato com as assessorias de comunicação da Defesa Civil, Energisa e Corpo de Bombeiros, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualização de informações e posicionamento das instituições.

 

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