Caso Aysla e Silas: acusado de participação do crime que matou adolescentes é julgado na Capital

As vítimas Aysla Carolina e Silas Ortiz - Foto: arquivo
As vítimas Aysla Carolina e Silas Ortiz - Foto: arquivo

Está acontecendo nesta quarta-feira (15), o júri popular de João Vitor de Souza Mendes, acusado de participação em uma trama criminosa que terminou na morte de dois adolescentes em Campo Grande. João Vitor é acusado de ser o autor dos disparos que mataram as vítimas Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos. O crime ocorreu em 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias, quando os adolescentes foram atingidos por bala perdida.

A sessão plenária de julgamento ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos. Durante a audiência, familiares de Silas Ortiz pedem por justiça.

No crime foi utilizando uma pistola calibre 9mm. No entanto, durante o julgamento, ele negou possuir arma de fogo do tipo.

Entre os condenados pelo júri estão:

– Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, apontado como mandante do crime, teria orquestrado o ataque de dentro do sistema prisional. Ele foi condenado a 14 anos de reclusão, referente à tentativa de homicídio de Pedro Henrique.

– Nicollas Inácio Souza da Silva, identificado como o piloto da motocicleta de onde partiram os disparos, confessou participação durante depoimento à polícia. Ele foi condenado a 43 anos e 20 dias de reclusão, sendo 10 anos pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, 15 anos pelo homicídio de Aysla, 15 anos pelo homicídio de Silas e 3 anos e 20 dias pelo porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, além de multa.

– Rafael Mendes de Souza, acusado de dar apoio logístico ao grupo, teria fornecido a motocicleta utilizada no ataque e sua residência como ponto de planejamento. Ele foi condenado a 11 anos de reclusão, sendo 10 anos pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, 1 ano por receptação e 1 ano pela posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

– Já George Edilton Dantas Gomes, motorista de aplicativo apontado como responsável por ajudar na fuga de três acusados após o crime, foi absolvido. Ele estava preso desde o ocorrido e, com a decisão, o juiz presidente Aluizio Pereira dos Santos determinou sua soltura.

 

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