Na Capital, 35% da Educação Especial é formada por alunos com Transtorno do Espectro Autista

Foto: Divulgação
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A Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande acompanha um cenário que reflete uma tendência nacional: cerca de 35% dos estudantes atendidos pela Educação Especial são diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autista). O dado, divulgado pela Secretaria Municipal de Educação ao Jornal O Estado, evidencia o crescimento significativo desse público nas escolas da Capital nos últimos anos.

Segundo a pasta, o aumento não é uma exclusividade da Capital, já que acompanha o movimento observado em todo o país, impulsionado principalmente pela ampliação dos diagnósticos e pelo fortalecimento das políticas públicas de inclusão. O monitoramento é realizado por meio de levantamentos internos e também com base no Censo Escolar, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Para atender essa demanda crescente, a rede municipal tem adotado uma série de medidas voltadas à inclusão dos estudantes com TEA. Entre elas estão a matrícula em classes comuns do ensino regular, a oferta do AEE (Atendimento Educacional Especializado), a disponibilização de professores de apoio e a realização de adaptações pedagógicas.

Segundo o município, a designação de professores de apoio ocorre após análise individual de cada caso e é feita pela equipe escolar em conjunto com o setor técnico da Secretaria. Esse processo avalia as necessidades específicas de cada aluno, garantindo um acompanhamento mais adequado.

Apesar dos avanços, a Secretaria confirma que o aumento na procura por atendimento especializado traz desafios à gestão da rede. “Em alguns momentos, pode haver necessidade de reorganização na distribuição desses profissionais”. Ainda assim, a Secretaria afirma que trabalha de forma contínua para ampliar a oferta e atender à demanda.

Formação de professores

Outro eixo considerado essencial é a formação continuada dos professores, com foco na educação inclusiva. Paralelamente, as escolas desenvolvem adaptações pedagógicas orientadas por instrumentos como o PEI (Plano Educacional Individualizado) e o PAEE (Plano de Atendimento Educacional Especializado), assegurando que o processo de ensino seja adequado às particularidades de cada estudante.

Sendo assim, a Semed garante que o acompanhamento do desenvolvimento dos alunos é realizado de forma permanente pelas equipes pedagógicas.

Por Michelly Perez

 

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