Lula diz que governo vai agir para evitar que impacto da guerra no Oriente Médio chegue ao bolso dos brasileiros

Presidente Lula discursa em reunião ministerial - Foto: divulgação/Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula discursa em reunião ministerial - Foto: divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal fará “tudo que estiver ao alcance do país” para impedir que os efeitos econômicos da guerra envolvendo Donald Trump, Benjamin Netanyahu e o Irã impactem diretamente o custo de vida da população brasileira. A declaração foi dada durante entrevista à Record TV da Bahia, onde o presidente participa de entregas de obras do Novo PAC na área de mobilidade urbana em Salvador.

Segundo Lula, o governo busca evitar que a alta nos preços internacionais de combustíveis e alimentos afete itens básicos consumidos pela população. “Estamos fazendo todo esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do Irã chegue ao bolso do povo que vai comprar seu feijão, seu alface, seu milho”, afirmou.

Uma das medidas adotadas para conter o impacto do aumento do petróleo foi a criação de um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado nos meses de abril e maio. A subvenção será dividida igualmente entre a União e os estados. De acordo com o Ministério da Fazenda, mais de 80% das unidades federativas aderiram à proposta.

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado. O objetivo da medida é evitar repasses imediatos ao preço do combustível, principalmente para caminhoneiros e setores que dependem do transporte rodoviário.

Fiscalização contra aumentos abusivos

Durante a entrevista, Lula também citou ações de fiscalização para coibir aumentos considerados injustificados nos preços dos combustíveis. O presidente afirmou que órgãos federais, como a Polícia Federal e a PRF (Polícia Rodoviária Federal), estão sendo mobilizados para investigar possíveis práticas abusivas.

“Tem muita gente ganhando dinheiro roubando o povo. Não tinha direito de aumentar e está aumentando”, disse.

O presidente também criticou a relação entre o conflito no Oriente Médio e os aumentos registrados em combustíveis no Brasil. Segundo ele, não há lógica em reajustes em produtos como álcool e gasolina, que não dependem diretamente do petróleo importado.

“O povo pobre não vai pagar, em hipótese alguma, o preço dessa guerra. Trump que pague, Netanyahu que pague”, afirmou.

PEC da Segurança Pública

Na entrevista, Lula também comentou a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados do Brasil e atualmente em análise no Senado Federal do Brasil.

Segundo o presidente, a aprovação da proposta permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública e a ampliação da atuação da União no combate ao crime organizado.

“O papel do governo federal hoje é muito limitado. Quando a PEC for aprovada, vamos definir melhor a atuação da União, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal”, explicou.

Lula também defendeu a criação de uma guarda nacional para atuar em intervenções contra o crime organizado e citou operações recentes da Polícia Federal, como a Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de sonegação no setor de combustíveis.

De acordo com o presidente, cerca de 250 milhões de litros de combustível já foram apreendidos em ações contra o crime organizado. “Queremos chegar ao andar de cima, nos magnatas da corrupção”, afirmou.

 

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