“Reorganizar o Estado”, Jerson Domingos aposta no bom senso e na união política para novo mandato

Jerson reforçou que pretende atuar de forma colaborativa, deixando de lado disputa por protagonismo - Foto: Nilson Figueiredo
Jerson reforçou que pretende atuar de forma colaborativa, deixando de lado disputa por protagonismo - Foto: Nilson Figueiredo

Ex-deputado estadual com experiência como conselheiro, ele se posiciona contra a polarização nacional

Com o discurso centrado na necessidade de “reorganizar o Estado”, o ex-deputado estadual e conselheiro Jerson Domingos volta ao cenário eleitoral como pré-candidato à Assembleia Legislativa, defendendo menos polarização ideológica e mais foco em resultados concretos para Mato Grosso do Sul.

Reconhecido historicamente pela capacidade de articulação política, Jerson relativiza o rótulo e afirma que sua trajetória sempre foi guiada pelo equilíbrio. “Eu sou um político que sempre levei pelo bom senso. Essa palavra cabe em todas as páginas do nosso dicionário”, afirmou. Segundo ele, foi justamente essa postura que garantiu boa relação com diferentes parlamentares durante os oito anos em que presidiu a Assembleia Legislativa.

Mais do que fortalecer partidos específicos, o pré-candidato diz que seu projeto atual tem outra prioridade. “Não está como prioridade do meu projeto político fortalecer A, B ou C. O que me interessa nesse momento é fortalecer o meu Estado”, destacou.

Para ele, o foco deve estar no aumento da produtividade, na geração de empregos e na ampliação de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação. “Não é a ideologia partidária que tem que prevalecer nesse momento, nesse momento o que tem que prevalecer é o compromisso que os 24 deputados eleitos, independente do seu partido, ou governador ou secretários, se organizem no sentido de que, o que é importante nesse momento num Brasil tumultuado, num Brasil de diferenças ideológicas”, disse.

Jerson também se posiciona contra a polarização nacional. Defendendo que os parlamentares eleitos, independentemente de partido, atuem de forma conjunta em prol da população.

Ao abordar a educação, o candidato fez críticas à falta de avanços estruturais, citando a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) como exemplo de estagnação ao longo das décadas. Para ele, o desenvolvimento do Estado passa necessariamente por investimentos desde a base educacional. “Temos que começar nas creches, na formação das crianças, e garantir acesso à universidade. Só assim teremos igualdade de oportunidades”, disse.

União Brasil e articulação política
Recém-filiado ao União Brasil, que atualmente é federado ao PP (Progressistas), Jerson afirma que ainda está se inteirando das discussões internas e da montagem das chapas para as eleições.

“Me filiei semana passada, me sinto ainda como um ‘pato novo’, mergulhando raso”, comentou, ressaltando que o partido ainda está em fase de organização e definição de candidaturas.
Apesar disso, ele elogiou quadros da legenda, com destaque para a presidente estadual da sigla, Rose Modesto, no Estado. Na avaliação de Jerson, Rose tem potencial para liderar transformações importantes, especialmente no enfrentamento das desigualdades sociais.

“A ideia da minha filiação ao União Brasil é porque eu comungo com o ponto de vista político da deputada Rose. Nós podemos ajudar a construir o Estado que queremos”, afirmou.

Projeto coletivo
Por fim, Jerson reforçou que, caso eleito, pretende atuar de forma colaborativa, deixando de lado disputas internas por protagonismo. “Não importa se um chegou com 30 mil votos e outro com 20 mil. O peso e a responsabilidade são os mesmos”, disse.

Com uma trajetória marcada pela experiência política e discurso de moderação, o candidato aposta na união entre diferentes forças para promover o que considera essencial: a reorganização do Estado e a construção de um futuro mais igualitário para Mato Grosso do Sul.

Por Brunna Paula

 

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