Mato Grosso do Sul recebe o mundo e transforma visibilidade com a COP15 em lucratividade
De 23 a 29 de março, Campo Grande se torna o epicentro das discussões internacionais sobre conservação da fauna migratória com a 15ª Conferência das Partes da COP15 (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres). Além do debate científico e ambiental, o evento trouxe oportunidades de geração de renda, atração de investimentos e valorização da economia local.
No espaço da Casa do Artesão, coordenado por Eliane Torres, a COP15 tem servido como vitrine para produtos feitos por artistas locais. “É uma oportunidade de demonstrar o trabalho dos nossos artesãos e gerar renda, mas também de inserir esses profissionais no mercado, como um primeiro passo para expandirem seus negócios”, explica Eliane.
Para empreendedores de alimentação, o evento exigiu adaptação às demandas de um público internacional. Natágile, que comercializa castanhas caramelizadas, desenvolveu o “Mix Brasil”, uma linha exclusiva para visitantes estrangeiros. “Foi pensado para apresentar a diversidade de produtos do Brasil e atender ao perfil do público que veio acompanhar a conferência”, disse.
André Machado, proprietário da Gelatto Sorvetes Artesanais, trouxe sabores regionais e veganos, preparados com técnicas artesanais. Ele estima que o evento deve gerar faturamento “suficiente para cobrir os custos e abrir portas para novos clientes”.
Visibilidade que atrai investimentos
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou o impacto econômico do evento para o Estado. “A COP15 coloca Mato Grosso do Sul no centro da agenda ambiental global, atraindo investimentos em energia renovável, agroindústria e turismo sustentável”, afirmou.
Ele citou projetos de capital internacional, como investimentos franceses na geração de energia e parcerias com universidades estrangeiras, além de práticas sustentáveis no agronegócio, com pastagens degradadas convertidas para reduzir a emissão de carbono.
Para a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a cidade marcou sua reputação em políticas de biodiversidade. “Temos mais de 400 espécies que vivem em Campo Grande e mais de 68 aves migratórias passam por aqui todos os anos. Esse reconhecimento internacional mostra o potencial econômico do turismo e do comércio ligados à biodiversidade”, afirmou.
A gestão municipal também destaca a meta de 100% de saneamento da Capital, que contribui para a atração de eventos de porte global.
Um evento desse porte e de tamanha relevância global é realizado pela primeira vez no Brasil. Reunindo representantes de mais de 130 países, o evento é uma ótima para empreendedores locais.
Por Djeneffer Cordoba