Abobrinha sobe 14% e puxa alta de hortifrutis na Ceasa da Capital

Foto: Divulgação/Ceasa-MS
Foto: Divulgação/Ceasa-MS

Boletim da 10ª semana de 2026 mostra impacto de pragas e chuvas na oferta, enquanto frutas de safra registram queda nos preços

O boletim de variação de preços divulgado pela CEASA/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul), referente à 10ª semana de 2026 — entre 2 e 7 de março — aponta oscilações em diversos produtos comercializados no entreposto de Campo Grande.

Entre as maiores altas está a abobrinha verde, que teve aumento de 14,29%. A caixa de 20 quilos passou de R$ 120 para R$ 140. Segundo o levantamento, o avanço da mosca-branca nas lavouras tem afetado a produtividade, já que a praga atua como vetor de viroses e compromete o desenvolvimento das plantas. Chuvas intensas em regiões produtoras também provocaram perdas e reduziram a oferta.

Batata-doce, beterraba e cenoura registraram alta de 11,11% cada. A menor disponibilidade, influenciada por condições climáticas adversas nas principais áreas produtoras do país, impactou a colheita e limitou o volume enviado ao mercado. O jiló também ficou mais caro, com elevação de 11,17%, reflexo da redução da oferta ligada à incidência da mosca-branca em áreas de produção no Estado.

Por outro lado, algumas frutas apresentaram recuo nos preços. A goiaba vermelha teve a maior queda da semana, com redução de 18,18%, seguida pelo abacate, que caiu 16,67%. O aumento da oferta, com o avanço da safra, contribuiu para a diminuição das cotações.

O quiabo também ficou mais barato, com queda de 16,75%, movimento associado ao período de maior produção, favorecido pelas condições climáticas típicas de primavera e verão. A maçã nacional registrou redução de 7,76%, influenciada pelo avanço da colheita na região Sul do país, que ampliou os estoques. Já o mamão Havaí recuou 9,09%, em meio à concorrência com o mamão formosa no mercado atacadista.

As variações refletem o comportamento da oferta e da demanda no principal centro de distribuição de hortifrutigranjeiros do Estado, que abastece comerciantes e feirantes da Capital e de municípios do interior.

 

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