Mercado mantém PIB em 1,82%, inflação em 3,91% e Selic em 12,13% para 2026

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Foto: Reprodução/GA

Relatório semanal do BC reúne estimativas de bancos e consultorias sobre crescimento, inflação, dólar e juros

As projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira em 2026 permaneceram estáveis, conforme relatório semanal divulgado nesta segunda-feira (9) pelo BC (Banco Central do Brasil). O documento consolida estimativas de instituições financeiras para crescimento, inflação, câmbio e taxa de juros.

A expectativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano foi mantida em 1,82%. Para 2027, a projeção é de crescimento de 1,8%. Já para 2028 e 2029, os analistas estimam expansão de 2% em cada ano.

Em 2025, a economia brasileira registrou alta de 2,3%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado marcou o quinto ano consecutivo de crescimento, com avanço em todos os setores e destaque para a agropecuária.

A estimativa para o dólar ao final deste ano está em R$ 5,41. Para o fim de 2027, a projeção indica cotação de R$ 5,50.

No caso da inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a previsão para 2026 permaneceu em 3,91%. Para 2027, houve leve ajuste, passando de 3,79% para 3,8%. Para 2028 e 2029, a estimativa é de 3,5% em ambos os anos.

A projeção para este ano está dentro do intervalo da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Em janeiro, o IPCA ficou em 0,33%, influenciado principalmente pelo aumento na conta de luz e nos combustíveis, conforme o IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,44%. O resultado de fevereiro será divulgado na próxima quinta-feira (12).

Para buscar o cumprimento da meta de inflação, o BC utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária). A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano.

Apesar da desaceleração recente da inflação e do dólar, o Copom manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva no fim de janeiro. Em ata, o colegiado indicou que poderá iniciar um ciclo de redução em março, caso o cenário econômico permaneça favorável.

Ainda assim, a projeção do mercado para a Selic ao final de 2026 subiu de 12% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de recuo para 10,5% e 10%, respectivamente. Em 2029, a taxa deve cair para 9,5% ao ano.

Quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e contribui para conter a inflação. Por outro lado, juros elevados também podem desacelerar a atividade econômica. Já a redução da taxa costuma estimular empréstimos, produção e consumo, com reflexos na dinâmica dos preços.

 

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