Com a nova configuração dos blocos políticos, briga pela CCJR chega ao fim

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A principal mudança  está no bloco 1, que  saltou de oito para 12  deputados - Foto: Sara Chaves
Escreva uma reportagem com título, com base nos seguintes dados: A principal mudança está no bloco 1, que saltou de oito para 12 deputados - Foto: Sara Chaves

Com 12 deputados, bloco 1 amplia poder regimental; PT e João Henrique Catan seguem independentes

 

Com um novo desenho se formando dentro da ALEMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), os dois principais blocos políticos dentro da Casa já estão consolidados e agora a briga pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) deve chegar ao fim. A principal mudança está no bloco 1, que saltou de oito deputados para 12 e ganha o direito à indicação para um nome na principal Comissão, com aposta em Rinaldo Modesto.

Ficou definido que Márcio Fernandes (MDB) continua na liderança do ‘G12’, o ‘blocão’, e o Professor Rinaldo (Podemos) como vice. Metade da Casa está presente no grupo, o que dá maior poder de escolha na composição das comissões.

“Agora temos um bloco maior, nós tínhamos oito membros e agora passamos a ter 12, metade da Assembleia Legislativa pertencendo ao bloco 1. Isso aumenta nossa representatividade e nos dá o direito regimental de indicar três vagas na comissão, que é a mais importante”, comenta o deputado.

Além de Márcio Fernandes e Rinaldo, fazem parte os representantes Junior Mochi (MDB), Renato Câmara (MDB), Gerson Claro (PP), Londres Machado (PP), Antônio Vaz (PR), Pedrossian Neto (PSD), Coronel David (PL), Neno Razuk (PL), além de Lucas de Lima e Lídio Lopes que estão sem partido. As alianças entre os parlamentares servem para que as votações ocorram em bloco e de forma unânime entre os aliados. “São 12 deputados que irão votar juntos, com o mesmo objetivo de trabalhar em conjunto, sempre discutindo, jogando aberto. Nos reunirmos e fazermos o entendimento para trabalharmos as votações em bloco”, segundo Fernandes.

No segundo, Jamilson Name e Lia Nogueira (ambos do PSDB) foram nomeados líder e vice-líder, respectivamente. Formado quase inteiramente pelo PSDB, conta com os seis deputados estaduais eleitos pelo partido e conta com a presença de Roberto Hashioka (União) e Paulo Duarte (PSB). Ao todo, o bloco é composto por oito aliados.

“A Assembleia tem um com promisso com a sociedade sul-mato-grossense, um compromisso com o governador Eduardo Riedel. Nós temos ampla maioria e tudo que é bom para o estado sempre foi aprovado, a gente faz esse entendimento”. Ele lembrou que o bloco 2 tem dois deputados na CCJR, Paulo Duarte e o presidente, Pedro Caravina. Os outros nomes, Pedrossian Neto, Junior Mochi e o quinto membro, são do bloco 1.

Já o PT e João Henrique Catan (PL) ficaram de forados grandes blocos políticos. Os petistas ficaram isolados, formando a oposição aos outros dois grupos, formados majoritariamente pela direita e centro-direita.

João Henrique Catan (PL) preferiu se isentar da escolha por acreditar que o governador não está respeitando o espaço do partido. “O PL não pode perder o espaço na CCJR. Independente de ajuda do governador e da base dele, regimentalmente essa vaga é do PL por questões matemáticas. Formar um bloco que vai entrar o PL para não ser escolhido, para mim, é diminuir o espaço do PL. Eu não vou fazer parte de uma jogada dessa”, afirmou Catan ao jornal O Estado.

O futuro com a janela partidária

A maior parte dos parlamentares de partidos mais alinhados ao centro e à direita deve mudar de sigla durante a janela partidária, que terá início em 6 de março e terminará em 6 de abril. Com as mudanças, PL pode se tornar a maior legenda na Assembleia e terá mais força na CCJR.

Quem deve entrar no PL são os deputados Jamilson Name, Zé Teixeira e Mara Caseiro, os três filiados ao PSDB, sendo que um almeja concorrer a cargo federal. Já Catan pode ter resistência em ficar no partido, por almejar a disputa governamental em Mato Grosso do Sul. O PL é aliado do atual governador Eduardo Riedel (PP) e apoia a reeleição do progressista.

As mudanças deixariam o PSDB sem a maioria de seus veteranos na Assembleia, já que Paulo Corrêa pode ir para o PP. Jamilson chegou a declarar que o ninho tucano acabou em reunião com a sigla.

Outro que já demonstrou descontentamento foi o deputado Márcio Fernandes com seu atual partido, o MDB. Porém, não confirmou se deve sair e ir a outra coligação. Rinaldo (Podemos) já anunciou que acompanhará a irmã, Rose Modesto, no União. Paulo Duarte (PSB), indo contra a orientação do partido, apoiará a reeleição de Riedel e, portanto, sairá do atual.

 

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