Evadido do sistema prisional desde o ano passado, Bruno da Silva Galvão, de 39 anos, conhecido como “Playboy”, foi recapturado pela 10ª Companhia Independente da Polícia Militar em Campo Grande. Ele foi condenado por participação no latrocínio do jornalista André Luis da Costa Felipe, ocorrido em 5 de fevereiro de 2006, durante um roubo cometido por um grupo de seis pessoas.
Bruno foi localizado na residência onde morava, no bairro Jardim Aeroporto. Contra ele havia mandado de recaptura válido até março de 2036. Conforme o Sistema Unificado de Execução Penal, em março de 2025 o condenado havia obtido progressão para o regime aberto. No entanto, em 27 de agosto do mesmo ano, o juiz Albino Coimbra Neto suspendeu o benefício e determinou a regressão ao regime fechado após a constatação de “falta grave”, em razão da evasão do sistema prisional.
Após o cumprimento da ordem judicial, Bruno foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Centro, onde a recaptura foi formalizada e comunicada à 2ª Vara de Execução Penal.
Crime e denúncia
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou seis pessoas pelo latrocínio do jornalista. De acordo com a acusação, o crime teria sido planejado por Ronaldo Everaldo Ferreira Marinho, conhecido como “Peixe”, com a participação de Bruno da Silva Galvão.
Segundo o MPMS, Ronaldo mantinha um relacionamento com a vítima e se aproveitou da proximidade para atrair André Luis a um encontro na noite de 4 de fevereiro de 2006. Durante o trajeto, a vítima foi rendida, amarrada e levada para uma região próxima à saída para Rochedo, onde foi executada com cinco disparos de arma de fogo na cabeça.
Após o crime, os acusados utilizaram o carro e cartões bancários da vítima para tentar sacar dinheiro em caixas eletrônicos da Capital, sem sucesso. Em seguida, buscaram apoio de outros envolvidos para ocultar o veículo, que seria negociado no Paraguai.
Também foram denunciados Alcizino Valério dos Santos Júnior, Vinicius Torres, José da Silva Lima e Allan Bruno Gonçalves Ribeiro, acusados de auxiliar na ocultação do automóvel e de bens subtraídos, além de dificultar a investigação.
Condenação
Em 2007, os seis réus foram julgados. Conforme sentença da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, Ronaldo e Bruno foram condenados a 25 anos e seis meses de prisão, em regime fechado. Alcizino recebeu pena de 10 anos e nove meses, também em regime fechado. Allan Bruno foi condenado a dois anos, e Vinicius a um ano e seis meses, ambos em regime aberto, com substituição da pena por prestação de serviços à comunidade.
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