Com alta de 41,7% no valor exportado em janeiro, o Estado se destaca no cenário internacional em ano histórico
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com números históricos na produção de carnes e grãos, consolidando o país como potência global no setor. Em meio a esse cenário, Mato Grosso do Sul se destacou como um dos protagonistas das exportações, mantendo desempenho expressivo mesmo diante de desafios no comércio internacional.
Dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 6%, assumindo a liderança mundial e superando os Estados Unidos. Foram abatidas 42,6 milhões de cabeças, 7,6% a mais que em 2024. As exportações somaram 3,5 milhões de toneladas (+21%), com receita de US$ 18 bilhões e aumento de 16% no preço médio, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
É nesse contexto que Mato Grosso do Sul reforça sua relevância estratégica. Um dos maiores exportadores de carne bovina para o mercado asiático, o Estado registrou, em janeiro, aumento de 41,7% no valor exportado, conforme dados da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul). Em volume, o crescimento foi de 22,79%, tornando a agropecuária o único setor estadual com expansão simultânea de preços e quantidade embarcada.
Mesmo com a taxação anunciada pela China em dezembro, o país asiático permaneceu como principal destino das exportações sul-mato-grossenses, respondendo por 30,6% do total embarcado em janeiro. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 8,45%, seguidos pelos Países Baixos, com 4,68%.
No cenário nacional, outras proteínas também avançaram. A produção de carne suína atingiu 5,6 milhões de toneladas, alta de 4,1%, enquanto a de frango somou 14,2 milhões de toneladas, crescimento de 3,4%. Mesmo com restrições impostas por alguns países devido à gripe aviária, as exportações de frango cresceram e reforçaram a posição do Brasil no comércio internacional.
No campo dos grãos, as estimativas para a safra 2025/26 também são robustas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 353 milhões de toneladas, enquanto o IBGE estima 343 milhões. A diferença concentra-se principalmente nas previsões de soja e milho.
Para Mato Grosso do Sul, os números confirmam a força de um setor que segue como pilar da economia estadual. Em um ambiente global de incertezas comerciais e sanitárias, o desempenho nas exportações demonstra competitividade, diversificação de mercados e capacidade de adaptação, fatores que mantêm o Estado entre os principais motores do agronegócio brasileiro.
Por Ana Krasnievicz
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