Policial afastado após flagrante com R$ 130 mil tem retorno autorizado para função administrativa

Foto: Reprodução
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O investigador Augusto Torres Galvão Florindo, que estava com o exercício da função parcialmente suspenso na Polícia Civil, teve o afastamento revogado nesta quarta-feira (11) e foi designado para atuar em funções administrativas. Ele havia sido preso após ser flagrado com R$ 130 mil de propina de muambas

A decisão foi publicada no Diário Oficial e determina: “Remover, “ex-officio”, Augusto Torres Galvão Florindo no interesse da Administração, Investigador de Polícia Judiciária, Classe Especial, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros/MS para o Departamento de Recursos e Apoio Policial/MS, concedendo 2 (dois) dias de trânsito, com base no inciso I, do artigo 85, da Lei Complementar nº 114/2005 e alterada pela Lei Complementar nº 140, de 22 de dezembro de 2009, com validade a contar da data da publicação.”.

Conforme publicado, o policial deverá desempenhar atividades administrativas permitidas nas medidas cautelares impostas, até a ação penal ou eventual decisão judicial em sentido diverso.

Na audiência realizada na última quinta-feira (5), o caso começou a ser tratado com a acusação de corrupção passiva. O juiz também perguntou sobre a saúde do policial, que disse tomar remédios para ansiedade.

Em depoimento à Justiça Federal, ele afirmou que é comum fazer “bicos de segurança” e que, no seu caso, o trabalho envolvia cuidar de dinheiro.

Questionado sobre o que fazia no “estacionamento do mercado Fort, quando foi preso em flagrante”, Augusto disse que estava trabalhando como segurança particular, mas não informou quem o havia contratado. Sobre os R$ 130 mil encontrados com ele, afirmou que receberia R$ 7 mil pelo serviço.

 

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