Estimativa do boletim Focus segue dentro da meta oficial e marca a quinta queda seguida na projeção do IPCA
A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 foi revisada para baixo e passou de 3,99% para 3,97%. A estimativa consta no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, que reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.
Com o novo número, a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) permanece dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5% sem descumprir o objetivo estabelecido.
Esta é a quinta semana consecutiva de redução na projeção da inflação para 2026. Para 2027, o mercado manteve a estimativa em 3,8%. Já para 2028 e 2029, a previsão segue em 3,5% para ambos os anos.
A primeira divulgação oficial do IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com a apresentação do índice referente ao mês de janeiro. Em dezembro de 2025, a inflação foi de 0,33%, influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,26% ao longo de 2025.
No campo dos juros, o boletim Focus manteve a previsão de que a taxa básica da economia, a Selic, encerre 2026 em 12,25% ao ano. Atualmente fixada em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006. Segundo o Comitê de Política Monetária (Copom), o início do ciclo de cortes nos juros poderá ocorrer a partir de março, caso o cenário inflacionário siga sob controle.
Para os anos seguintes, o mercado projeta que a Selic caia para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.
Em relação ao crescimento econômico, a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) foi mantida em 1,8% para 2026 e 2027. Para 2028 e 2029, a projeção é de crescimento de 2%. Já a cotação do dólar segue estimada em R$ 5,50 ao fim deste ano e também para o encerramento de 2027.
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