Peso do Senado e crescimento do PP projetam especulação sobre Gerson Claro

Presidente da Assembleia Legislativa, foi eleito em 2018 e reeleito em 2022 - Foto: divulgação
Presidente da Assembleia Legislativa, foi eleito em 2018 e reeleito em 2022 - Foto: divulgação

A possibilidade de o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro (PP), disputar uma vaga no Senado Federal passou a integrar de forma mais consistente o debate político estadual à medida que o calendário eleitoral de 2026 se aproxima. Embora o parlamentar adote cautela no discurso público, seu nome é citado com frequência nos bastidores, fortalecido pelo crescimento do Progressistas no Estado.

No cenário estadual, o PP é conduzido politicamente por Tereza Cristina e apresenta predominância. O partido conta com 22 prefeitos filiados na ‘leva Riedel’, dois deputados estaduais, Gerson Claro e Londres Machado, um deputado federal, Luiz Ovando, além da própria senadora. Nacionalmente, o PP tem oito senadores e 47 deputados federais e avança na federação com o União Brasil, que possui 59 deputados e cinco senadores. A chamada “superfederação” soma 119 parlamentares, superando o PL, com 114, e o bloco do PT com PV e PCdoB, que reúne 90.

Esse fortalecimento nacional amplia o peso político do PP nas negociações para 2026 e ajuda a explicar por que nomes como o de Gerson Claro seguem no radar, mesmo diante de acordos regionais ainda em consolidação.

Em outubro de 2025, Gerson Claro afirmava que a possibilidade de disputar o Senado é real e vem sendo construída por meio de diálogo com as principais lideranças do grupo político que governa o Estado. Segundo ele, as conversas envolvem a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o governador Eduardo Riedel (PP). “Essa possibilidade é real. Eu tenho conversado com as três principais lideranças políticas, que são expoentes da direita e do centro-direita”, declarou à época.

Na mesma entrevista, Gerson deixou clara sua disposição pessoal. “Eu me coloquei à disposição da senadora e confesso que minha vontade hoje é trabalhar por esse objetivo”, afirmou, ressaltando que o partido precisa de uma candidatura própria ao Senado. Ele também relativizou o peso das pesquisas de opinião. “Pesquisa é um retrato do momento. A eleição não é definida apenas por números”, disse.

Já em fevereiro de 2026, com o retorno das atividades parlamentares na Assembleia Legislativa, Gerson Claro adotou um tom mais prudente ao comentar as especulações. “A largada desse assunto acontece depois do período de mudança partidária. Até 2 de abril, eu estou na posição de candidato a deputado estadual”, afirmou. Segundo ele, qualquer decisão será tomada com foco na continuidade do trabalho. “Se tiver que ser, eu quero continuar entregando para a população do Mato Grosso do Sul com dedicação e responsabilidade.”

O Senado é considerado uma das casas mais estratégicas do Congresso Nacional, tendo os senadores atribuições exclusivas como a aprovação de indicações para o Supremo Tribunal Federal, tribunais superiores, agências reguladoras e embaixadas, além do julgamento de autoridades em processos de impeachment. Em um cenário de forte polarização política, a composição do Senado tem sido decisiva.

A trajetória política de Gerson Claro reforça seu posicionamento no grupo governista. Ele foi diretor da Assomasul, presidiu o Detran-MS, e foi eleito deputado estadual em 2018. No primeiro mandato, exerceu funções estratégicas, como a liderança do Governo e a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Reeleito, tornou-se presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

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