Shinzo Abe, ex-primeiro ministro do Japão, morreu na madrugada de hoje (8), após ser baleado enquanto realizava um discurso, na cidade de Nara, região próxima a Kyoto (centro-sul do Japão). Abe tinha 67 anos. O responsável pelo ataque é um ex-marinheiro de 40 anos, que foi preso. O atirador usou uma arma artesanal, que foi confiscada.
O ex-ministro foi assassinado enquanto realizava uma campanha em nome do Partido Liberal Democrata. As eleições para a Câmara Alta do país estão marcadas para domingo.
安倍元総理大臣が演説中に銃撃されました。心肺停止の状態で、警察は41歳の男の容疑者を殺人未遂の疑いで逮捕、詳しい状況を調べています。事件は、大勢が演説を聞いている中、起きました。
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— ニュースウオッチ9 (@nhk_nw9) July 8, 2022
Hidetada Fukushima, que operou Abe, disse que o ex-primeiro-ministro foi levado ao pronto-socorro do Nara Medical University Hospital.
O atirador, de 41 anos, foi preso. Segundo a emissora pública NHK, o suspeito foi identificado como Tetsuya Yamagami, morador de Nara.
“Ele estava fazendo um discurso e um homem veio por trás”, disse à rede NHK uma jovem que participava do evento. “O primeiro tiro parecia de um brinquedo. Ele não caiu, mas depois houve um estrondo alto. O segundo tiro era mais visível, você podia ver o estrondo e a fumaça”, acrescentou.
Carreira de Shinzo Abe
Shinzo Abe era o mais antigo ex-primeiro-ministro do Japão – governou o país pela primeira vez durante o ano de 2006. Depois, voltou ao poder entre 2012 e 2020. Conservador, o político era considerado linha dura, preparado desde cedo para exercer o poder dentro de uma família conservadora de elite.
Seu primeiro mandato foi turbulento, marcado por escândalos e disputas, e terminou com sua renúncia abrupta após um ano.
Abe voltou a ser candidato e retornou ao cargo de primeiro-ministro como um salvador do país em dezembro de 2012.
Sua vitória encerrou um período turbulento em que os primeiros-ministros se sucediam ao ritmo de de até um por ano.
Abe ficou famoso no exterior por sua estratégia de recuperação econômica, conhecida como “abenomics”, iniciada em 2012, na qual misturou flexibilização monetária, grande recuperação orçamentária e reformas estruturais.
O projeto econômico trouxe alguns bons resultados, como o aumento da taxa emprego de mulheres e idosos. O país também passou a recorrer de maneira mais intensa à imigração para enfrentar a escassez de mão de obra.
Porém, sem reformas realmente ambiciosas, o programa teve sucesso apenas parcial, atualmente ofuscados pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus.
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