Janeiro roxo: Mês de conscientização, prevenção e tratamento da hanseníase

31 de janeiro é a data símbolo do Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase

O aparecimento de manchas claras ou vermelhas na pele, a redução da sensibilidade na área afetada, dormência e dores nas articulações são alguns dos sintomas de uma doença já antiga: a hanseníase. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a segunda posição, ficando atrás somente da Índia, no número de diagnósticos novos detectados por ano.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a doença de evolução crônica não é hereditária, mas possui caráter infeccioso. A transmissão ocorre pelas gotículas de saliva que podem ser liberadas através do espirro, tosse e fala. O contágio acontece principalmente entre familiares onde existe um contato mais próximo e prolongado. Por isso, é importante estar atento aos sintomas e procurar um médico especialista para realizar os exames e confirmar o diagnóstico. A doença tem cura, porém o paciente pode apresentar sequelas irreversíveis se não iniciar o tratamento cedo.

De acordo com a médica dermatologista e professora do curso de Medicina da Uniderp, Maria das Graças de Melo Teixeira Spengler, a hanseníase é uma doença que pode provocar uma neurite, ou seja, um comprometimento neural importante. “Geralmente os nervos mais acometidos são os dos membros superiores, os nervos das pernas, dos membros inferiores, mãos, pés e também na face. O paciente vai apresentar como sequela esse comprometimento neurológico, então ele tem dificuldade para andar, alteração nas mãos, chamamos de mão em garra, o pé caído, a mão caída e as vezes acometimento ocular”, explica.

O que começa com uma simples mancha esbranquiçada, progride para outra avermelhada e evolui para múltiplas lesões eritematosas ou acastanhadas. Segundo a dermatologista, além das manchas corporais, nódulos e perda da sensibilidade são outros sintomas da hanseníase. “Ela pode se apresentar como a forma de nódulos palpáveis por baixo da pele que são visíveis no exame clínico.

De modo geral esses pacientes, nas lesões, apresentam uma alteração de sensibilidade, inicialmente térmica. Ele perde a noção da sensação de calor e de frio na lesão, e com o tempo vai aumentando essa perda de sensibilidade. Ele perde a sensação de dor, depois do tato, isso é progressivo e acontece porque a bactéria se localiza nos nervos periféricos. Uma outra coisa que também é comum é a perda da força muscular das mãos e dos pés”, comenta.

O paciente diagnosticado com a doença pode realizar o tratamento, que varia de seis meses a um ano, de forma gratuita por meio do Ministério da Saúde que fornece os medicamentos.

Sintomas

*Atinge primeiro a pele, os nervos periféricos e pode atingir também os olhos e os tecidos do interior do nariz;
*Aparecimento de manchas de cor parda, ou eritematosas, que são poucos visíveis;
*Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos;
*O tratamento é gratuito e fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Nas formas mais brandas, demora em torno de seis meses, já nas formas mais graves o tempo é de um ano ou mais.

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