21 setembro 2019, 0:38
Reprodução/Reuters

Quatro países e UE oferecem ajuda na Amazônia

Pelo menos quatro governos estrangeiros e a União Europeia (UE) ofereceram ajuda para combater os incêndios na Amazônia brasileira. Até o momento, o governo de Jair Bolsonaro não respondeu às propostas de cooperação e tampouco divulgou as suas próprias ações para apagar as queimadas que atingem a maior floresta tropical do mundo.

Os líderes da Argentina, Chile, Equador e Reino Unido se colocaram à disposição do Brasil e da Bolívia. A Comissão Europeia (CE), órgão executivo da UE, também se manifestou para oferecer ajuda.

“Os incêndios devastando a Floresta Amazônica não são apenas devastadores, são uma crise internacional. Estamos prontos para fornecer qualquer ajuda que pudermos para controlá-los e ajudar a proteger uma das maiores maravilhas da Terra”, escreveu na sexta-feira, 23, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no Twitter.

Mais cedo, a porta-voz da Comissão Europeia, Mina Andreeva, afirmou que o órgão está em contato com as autoridades brasileiras e bolivianas para enviar assistência ou ativar seu sistema de satélites Copérnico, um programa de observação da Terra que proporciona informação para melhorar a proteção do meio ambiente.

Na noite de quinta-feira (22), o argentino Mauricio Macritambém se manifestou e disse que está “alarmado e comovido” pelos incêndios.

“Nosso sistema de emergência está disponível para o Brasil e a Bolívia. Também entrei em contato com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para acompanhar de perto a gestão de emergências. Estamos comprometidos em ajudar nossos vizinhos a combater incêndios florestais”, escreveu Macri pelo Twitter.

O equatoriano Lenín Moreno também afirmou ter discutido a questão com Bolsonaro. O presidente colocou um avião com três brigadas de especialistas em incêndios florestais e pesquisas ambientais à disposição do Brasil.

Por fim, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, também afirmou ter oferecido a ajuda de seu país a Bolsonaro e ao boliviano Evo Morales para combater as queimadas.

Na sexta, o presidente brasileiro disse que a “tendência” é editar um decreto de garantia da lei e da ordem (GLO) para enviar militares das Forças Armadas para combaterem os incêndios na Amazônia, mas nada oficial foi anunciado até agora. Bolsonaro ainda não se moveu de Brasília em direção à floresta amazônica para avaliar o alcance dos incêndios.

A agenda do presidente, porém, prevê uma reunião em Brasília com os ministros Fernando Azevedo (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Jorge Antonio de Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), além do secretário-executivo da Casa Civil, José Vicente Santini, para tratar do assunto. (VEJA)

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