20 setembro 2019, 16:15
Marcos Borges

Editorial

A recuperação

O tênue sinal de recuperação da economia, a partir de uma projeção mais otimista de crescimento do Produto Interno Bruto, divulgada ontem (19), confirma que o mercado, por todos os seus vetores, está mais otimista a partir da aprovação pelo Congresso Nacional da reforma da Previdência. Claro que não há uma recuperação – caso a tendência se confirme – em função da economia que o governo vai fazer em suas contas, pois esses efeitos só devem acontecer a partir do ano que vem, e gradativamente. O que prevalece e orienta decisões e estados de espírito é a comprovação de que o governo está disposto a fazer o que recomenda o receituário liberal, especialmente no que diz respeito ao controle de contas e à recuperação da capacidade de investimento.

O Brasil das reformas começa a mostrar o seu perfil. Além da Previdência, começa a ser alterada também a política tributária. Confusa, hipertrofiada e anacrônica, ela há muito exige mudanças que, no mínimo, a atualizem e que, no ideal das mudanças, a tornem ágil, leve e justa, para não comprometer a produção nacional e não sufocar as iniciativas empreendedoras com seu apetite arrecadador de um lado e seus tentáculos burocráticos de outro.

Uma reforma praticamente indica a direção da outra. A dos tributos começou, por sinal, a ser debatida mesmo antes de concluírem-se as mudanças da Previdência e seu encaminhamento já sinaliza também ao mercado que tende a reduzir mesmo o tamanho do Estado e o tamanho da lista de tributos. São ainda sinais. Suficientes, porém, para apontar o rumo da recuperação.

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