23 outubro 2019, 13:47
Valentim Manieri

Etapa de CG tem 1ª vez de Rubinho, mas Camilo leva a melhor

A 6ª etapa da Stock Car 2019, deixou sua marca na pista do Autódromo Internacional de Campo Grande no fim de semana. No domingo (11) de Dia dos Pais, os pilotos Thiago Camilo e Rubens Barrichello foram presenteados com o lugar mais alto do pódio, nas corridas 1 e 2, respectivamente. Na classificação geral, a situação continua a mesma para ambos. Rubinho se mantém no top 3 e Camilo segue em 5ª lugar.

Durante toda a primeira corrida, o papai mais novo do grid teve que suportar a pressão do campeão da etapa de Santa Cruz do Sul, Julio Campos. O corredor da Prati-Donaduzzi tentou várias ultrapassagens, mas Camilo segurou a posição e passou pela bandeira quadriculada com 0s286 de vantagem. No fim da prova, o vencedor não conteve a emoção e chorou ao dedicar a conquista à filha Luisa, de apenas 6 meses.

A segunda bateria foi marcada por dois acidentes. As pancadas aconteceram entre Valdeno Brito e Cesar Ramos e Bia Figueiredo e Pedro Cardoso, seguindo a ordem dos acontecimentos.

Após a primeira batida, Barrichello deu o pulo em Ricardo Maurício, que liderava a corrida antes do pit stop. Com isso, o corredor da Full Time finalizou com 1s325 de vantagem. Ao sair do pódio, ele abraçou o filho mais velho, Eduardo, que veio dos Estados Unidos, só para passar o dia com o pai.

Equipes ‘se adaptam’ às condições da pista do autódromo da Capital

Nomes conhecidos, como Rubens Barrichello e Nelsinho Piquet, falaram sexta-feira (9) ao jornal O Estado sobre as dificuldades de correr em uma pista como a do autódromo da Capital, que não vê asfalto novo há muitos anos. Gostando ou não, cada equipe acha uma maneira de driblar o problema.

“O gasto do pneu é maior, então você tem que saber como ele está sendo usado durante a prova. Fora isso, é questão de controlar a velocidade e evitar alguns trechos da própria pista. Tudo isso é possível com o conhecimento, tanto é que quando chegamos fazemos o Trak Walking, para ver com os próprios olhos onde estão as imperfeições”, diz Barrichello.

“É só achar um balanço que não desgaste tanto o pneu, que é um tema valioso para nós na Stock Car, já que temos um número de jogos limitados por ano. Quem consome menos, anda mais tempo”, completa o filho do tricampeão mundial, que afirma, ainda, que o problema não é exclusivo de Campo Grande, apesar de ser a mais criticada.

A solução comum é o uso correto do pneu, que é quem mais sofre com a baixa qualidade do asfalto e os detritos que ficam na pista. “O problema aqui é o asfalto antigo, que ajuda você a ter um desgaste acentuado nos pneus. O vento também joga muita poeira na pista e, com isso, você perde a aderência do pneu com o solo, o que causa algumas escapadas”, explica o engenheiro chefe de desenvolvimento de pneus para competição na América Latina, Roberto Ricosti.

Os jogos utilizados na Stock Car, fornecidos pela Pirelli desde 2013, são fabricados exclusivamente para a modalidade. Ricosti explica que durante a competição, as prioridades são o grip (aderência) e a resistência estrutural do pneu. Já nas ruas, os focos são o rolamento, a durabilidade e a economia de combustível. “Os pneus são únicos, tanto na estrutura quanto em seu composto. Na verdade os pneus de competição em geral são diferentes dos pneus de passeio”, finaliza.

Corrida atrai aproximadamente oito mil espectadores

De acordo com a organização do evento, pouco mais de 8 mil pessoas compareceram ao Circuito Orlando Moura. Número menor do que esperado pela Prefeitura de Campo Grande, que estimava um público de 10 mil pessoas, mas ainda significativo, visto que a corrida aconteceu durante uma data comemorativa.

Os papais não estavam presentes apenas no asfalto. Muitas famílias aproveitaram o Dia dos Pais para celebrar o domingo com muita velocidade. O motorista de 28 anos, Denis Neris, e a filha puderam ver os carros além da tela da televisão. “A gente acompanha pela TV, mas recebemos o convite de um colega nosso e viemos assistir de perto pela primeira vez. Minha filhinha está adorando, ganhou até presentes”, conta.

Há ainda quem veio de mais longe para ouvir de perto o arranque dos motores. O farmacêutico de 45 anos, Doriedes Gutierrez veio de Três Lagoas, a 334 km da Capital. “Nós só acompanhamos pela televisão porque somos do interior do Estado, então é a primeira vez que temos a oportunidade de vir, e caiu justo no Dia dos Pais. É emocionante ver tudo de perto, ainda mais com meu filho de dois aninhos”, fala. (Danielle Mugarte)

 

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