18 agosto 2019, 9:08
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Microchip para identificar pets

CCZ usa tecnologia para encontrar tutores de animais de estimação perdidos

Quem tem e ama um animal de estimação sabe o quão triste é quando eles fogem, se perdem ou são furtados. Os apelos para encontrar cães e gatos estão cada vez mais comuns. Muita gente não se atenta, mas identificar os animais pode ser uma saída para não passar por esse sofrimento. A instalação de um microchip é uma das técnicas de identificação, ele é aplicado na pele do animal e armazena informações importantes sobre os bichinhos e tutores.

“O microchip é um implante subcutâneo, é inserido na região entre as escápulas e serve para identificar principalmente o proprietário do animal. Nele vai ter uma numeração, a partir dessa numeração tem uma documentação, a qual vai ter todos os dados do proprietário: nome, endereço, e-mail e até dados do animalzinho. Fica tudo no sistema”, explica a médica- -veterinária do CCZ Ana Paula Nogueira.

O microchip não funciona como GPS, mas, se o animal perdido for resgatado e levado para o Centro de Controle de Zoonoses, fica mais fácil encontrar os donos.

“Ele não é um localizador por GPS. Tem várias pessoas que se confundem em relação a isso. Nós temos um leitor específico para ele, e passando o leitor nós tiramos o número e jogamos no sistema para localizar. Se vier para nós um animalzinho de rua e ele for microchipado, nós conseguimos encontrar o proprietário. Nós temos de passar o leitor em todos os gatos e cachorros perdidos, ou abandonados, que chegam aqui”, esclarece a veterinária.

O procedimento não causa dor nem danos para a saúde dos animais e se engana quem pensa que o microchip tem prazo de validade; o aparelho tem validade ilimitada. “O processo é indolor, é como se ele fosse levar uma injeção. O implantador dele é como se fosse uma agulha mais grossa que o normal. O microchip é um pouco maior que um grão de arroz. Ele fica implantado pelo resto da vida do animal. E, caso os tutores queiram retirar o microchip, o animal precisa passar por um procedimento cirúrgico.”

Além de conseguir localizar os donos dos bichinhos, a técnica também coíbe maus-tratos e abandono. Ana Paula orienta as pessoas a colocarem o microchip em seus pets. “O ideal é que as pessoas tragam o animalzinho aqui com a documentação, RG e CPF, comprovante de residência e façam a microchipagem. Os interessados podem vir aqui com essa documentação, nós emitimos uma guia que tem o valor de R$ 15, efetua o pagamento em alguma casa lotérica e retorna aqui com ela paga e o implante é realizado na hora.”

A veterinária comenta ainda que pessoas de baixa renda têm direito à isenção do procedimento.

A gatinha microchipada

Claudiane Coimbra da Silva é psicóloga e tem 35 anos, ela é a tutora da Dona (foto ao lado), uma gatinha que foi adotada há 4 meses por ela e pelo marido, Eliseu Pzibicheski. Pelo fato de terem optado pela adoção, o casal conseguiu a castração da gata e consequentemente a microchipagem gratuita.

“Como é um animal adotado, o CCZ dá preferência para os animais adotados, aí nós ganhamos a castração, aí não paga a microchipagem e não precisa entrar na fila que abre para a população. Tivemos a preferência porque adotamos de uma ONG”, conta a psicóloga.

Dona está há um mês com o microchip, e para Claudiane o dispositivo é interessante e passa segurança para a família. “Às vezes acontece mesmo, nós vemos muitas pessoas que perdem o bicho, o bicho escapa, uma maneira mais fácil para localizar. Isso dá uma segurança maior em saber que ela está por aí, pelo menos nós temos a esperança de alguém achar e procurar o CCZ para devolver. E, para nós, encontrar é bem mais fácil”, conclui. (Bruna Marques)

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