Militar do Exército e atendente de cozinha estão entre presos por fraude milionária com cartões em Campo Grande

Foto: divulgação
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Um militar do Exército e um atendente de cozinha estão entre os presos na Operação Chargeback, deflagrada pela Polícia Civil contra uma quadrilha suspeita de aplicar fraudes com cartões de crédito que causaram prejuízo superior a R$ 4 milhões. O esquema, segundo a investigação, funcionou por quase três anos por meio da simulação de vendas para antecipação indevida de valores junto a instituições financeiras.

Foram identificados como presos Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. Breno atua como atendente de cozinha, João Pedro é militar do Exército e Jackson teve a ocupação não informada pela polícia. Um quinto suspeito também foi preso durante a operação, mas não teve o nome divulgado.

Contra Breno, Jackson e João Pedro havia mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Já no caso de Maykon, a Polícia Civil cumpria apenas mandado de busca e apreensão, mas ele acabou preso em flagrante após os investigadores encontrarem uma arma de fogo e munições dentro da residência onde mora, no bairro Buriti, em Campo Grande.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava máquinas de cartão vinculadas a empresas de fachada para simular compras com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros. Após as transações, os suspeitos solicitavam a antecipação dos valores às instituições financeiras e desapareciam antes que os verdadeiros titulares dos cartões identificassem a fraude e solicitassem o estorno.

Ainda conforme a Polícia Civil, o dinheiro obtido de forma ilícita era usado na compra de imóveis e veículos, com o objetivo de ocultar a origem dos valores e dificultar o rastreamento dos recursos.

Maykon Furtado da Costa dos Santos já responde a processo criminal por porte ilegal de arma de fogo. Em 2021, ele foi preso em flagrante em Ponta Porã durante fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal), quando transportava uma submetralhadora calibre 9 milímetros escondida em um compartimento oculto no painel de um veículo. Na ocasião, segundo denúncia do Ministério Público, ele teria admitido que sabia da existência da arma e que receberia pagamento pelo transporte do armamento.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Jackson Pinheiro Lopes e Breno Maurício da Costa Bueno informou que ambos estão sendo investigados e permanecem à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Os advogados ressaltaram que não há qualquer condenação ou juízo definitivo até o momento, reafirmaram a total inocência dos investigados e afirmaram que isso será demonstrado ao longo das investigações e, se necessário, na fase processual, com apresentação de provas. A defesa também declarou que adotará todas as medidas legais cabíveis para garantir a preservação da liberdade e o respeito ao devido processo legal e às garantias constitucionais.

Durante a operação realizada nessa terça-feira (20), além das prisões, a Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em diversos bairros da Capital e determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada.

As investigações continuam para apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso.

 

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