Com casos de sucesso no Brasil, o Hospital Militar de Área de Campo Grande pode sediar a primeira cirurgia de polilaminina realizada em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações preliminares obtidas pelo O Estado, até a tarde de ontem (13), o procedimento ainda dependia de trâmites judiciais para ser feito, no entanto, já existia uma decisão favorável para a sua realização.
Sendo uma esperança para que pacientes com lesões na medula retomem os movimentos, a polilaminina ainda está em fase de testes e, por isso, foi preciso que o militar, que ficou tetraplégico há cerca de dois meses, entrasse com uma ação judicial para conseguir o tratamento.
A substância, que ainda está sendo pesquisada – o anúncio da fase 1 para estudos clínicos em humanos foi feito dia 5 de janeiro- e não tem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercialização, será fornecida por um laboratório em parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que estuda o medicamento desde 2007.
No país, alguns pacientes já receberam a aplicação da substância, que é injetada na medula e pode devolver os movimentos, já que tem o poder de regenerar as células do local. Para a reabilitação completa, ainda é necessário sessões de fisioterapia, mas é o fio de esperança para muitas pessoas que ficaram paralisadas por lesão na medula.
A liberação para estudos clínicos de fase 1 da ação e eficácia da polilaminina no tratamento de TRM (Trauma Raquimedular Agudo) foi realizada no dia 5 de janeiro e, desde então, pacientes ao redor do país relatam casos de sucesso no procedimento.
Por Ana Clara Julião