O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo se manifeste em até 48 horas sobre a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de vacinação contra a COVID-19. A decisão do magistrado foi publicada ontem (17) – portanto, o prazo final é até este domingo, 19 de dezembro.
A ação foi movida pela PT (Partido dos Trabalhadores), que pediu a inclusão das crianças no programa de vacinação. Nesta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso da vacina da Pfizer em crianças dessa faixa etária. Segundo a agência, existem evidências científicas de que o imunizante, aplicado em duas doses nesse público, pode ser eficaz na prevenção de doenças graves causadas pelo novo coronavírus.
A autorização da Anvisa, no entanto, não garante a vacinação. Isso deve ser viabilizado pelo governo federal, na compra das vacinas específicas para crianças e sua inclusão, pelo Ministério da Saúde, no Programa Nacional de Imunização.
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Governo tem até amanhã (19) para se manifestar se incluirá ou não a vacina. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A dose da vacina para crianças será diferente da aplicada para pessoas a partir de 12 anos. Os frascos também terão cores distintas para evitar erros na aplicação. O frasco da vacina para crianças tem a cor laranja. Para adultos, o frasco é roxo.
O presidente Jair Bolsonaro criticou a decisão da Anvisa e pediu o “nome das pessoas que aprovaram a vacina para crianças a partir de 5 anos. Queremos divulgar o nome dessas pessoas para que todo mundo tome conhecimento de quem foram essas pessoas e forme seu juízo”.
Em nota, a Anvisa rebateu os questionamentos do presidente. Afirmou que seu ambiente de trabalho é “isento de pressões internas e avesso a pressões externas”. A análise de vacinas, diz o texto, é baseada na ciência e oferece opções “seguras, eficazes e de qualidade”.
(Fonte: Agência Brasil)