Rumos do PSB em MS seguem indefinidos entre articulações e possível saída de dirigente

Presidentes do PSB estadual e municipal, Paulo Duarte e Carlão. Foto: Redes sociais
Presidentes do PSB estadual e municipal, Paulo Duarte e Carlão. Foto: Redes sociais

A legenda com liderança alinhada à direita se vê no meio de articulações com o PT

O PSB (Partido Socialista Brasileiro) em Mato Grosso do Sul vive um momento de indefinições políticas e administrativas, à espera de decisões que devem ser tomadas ainda no primeiro semestre deste ano. As incertezas envolvem desde a permanência do deputado estadual Paulo Duarte na legenda até a condução do diretório estadual e o posicionamento do partido para as eleições de 2026.

Presidente do diretório municipal do PSB em Campo Grande, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, afirmou que as discussões internas devem avançar após o recesso parlamentar. Segundo ele, até o momento não há nenhuma comunicação oficial da direção nacional sobre mudanças no comando estadual da sigla, embora os bastidores indiquem essa possibilidade.

“Eu, particularmente, não conversei com ninguém da Nacional. O que existe é a informação de que pode haver troca no comando estadual, mas como o Paulo Duarte ainda não saiu, ele continua como presidente”, explicou Carlão.

Atualmente, o diretório estadual do PSB em Mato Grosso do Sul funciona como comissão provisória, com vigência até 30 de junho deste ano, nomeada pela executiva nacional. Campo Grande, por sua vez, possui um diretório municipal eleito. Uma reunião entre lideranças estaduais e a direção nacional, que deveria ter ocorrido no fim do ano passado, foi adiada e segue sem data definida.

“A audiência em Brasília não aconteceu no final do ano e ficou para este ano. Ainda não temos uma data oficial. O meu interesse é ir a Brasília para entender como vai ficar o partido aqui no Estado. Se vai trocar a direção, quem vai indicar essa direção e se essa decisão vai vir de cima para baixo”, destacou o vereador.
Outro fator que contribui para o cenário de instabilidade é a possível saída de Paulo Duarte do PSB durante a janela partidária, prevista para março e abril.

Conforme já divulgado pelo Jornal O Estado, o deputado avalia migrar para siglas como PSDB ou PSD. Duarte já declarou apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e afirmou publicamente que não permaneceria em um partido que não estivesse alinhado ao atual chefe do Executivo estadual.

Carlão confirmou que Paulo Duarte não oficializou sua saída, mas reconheceu que o cenário eleitoral pesa na decisão. “Ele não confirmou nada. Para disputar, precisa ter chapa. E, hoje, a chapa do PSB é fraca. Mesmo que ele faça acima de 20 mil votos, pode não se eleger, porque a legenda exige cerca de 55 mil votos. Ele está analisando tudo isso”, afirmou.

Enquanto isso, o PSB também se vê no centro de articulações com o PT (Partido dos Trabalhadores). Lideranças petistas já teriam iniciado conversas para indicar um nome à presidência estadual do PSB, numa tentativa de consolidar uma aliança entre as duas siglas no Estado.

Carlão, no entanto, demonstra cautela diante dessa possibilidade. Filiado ao PSB e impedido de trocar de partido neste momento, o vereador defende que a legenda tenha clareza sobre seu caminho político. Assim como Paulo Duarte, ele também já declarou apoio à reeleição de Eduardo Riedel.

“Se houver uma coligação com o PT que não dê espaço ao PSB ou que nos force a um posicionamento com o qual não concordamos, isso precisa ser discutido. Dependendo de como isso caminhar, eu posso até me afastar da presidência municipal”, pontuou.

Por Brunna Paula

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