MDB-MS reforça apoio a reeleição de Riedel e prioriza perfil tradicional na escolha de candidatos para a Assembleia

Waldemir Moka
Foto: Marcos Maluf/arquivo

O MDB-MS segue com uma atuação mais cautelosa neste começo de ano, em contrapartida com outros partidos. Aguardando a decisão do diretório nacional sobre o futuro de Simone Tebet, sigla segue em expectativa e apoia a reeleição de um segundo mandato para o governador Eduardo Riedel (PP).

Segundo Waldemir Moka, presidente estadual da sigla, a prioridade para este ano é o suporte ao Riedel e a campanha emedebista para deputado estadual e, possivelmente, federal. Não há candidatos para o Senado, a legenda fará campanha àqueles que o governador escolher como parte da chapa.

A abordagem deste ano segue sendo a tradicional, com candidatos alinhados mais à direita e seguindo a imagem conservadora já consagrada no estado. “O partido já tem essa tradição. É um partido que nem precisa dizer que isso seria uma coisa natural”, respondeu o presidente sobre o perfil dos concorrentes.

Com uma reunião geral prevista para ocorrer no início de fevereiro, Moka afirma que não há nenhuma decisão a ser feita, pois já foi feita em 2022 com Riedel. As decisões que restariam seriam apenas em questões menores e partidárias, como a definição de candidatos à Câmara Federal.

A atual ministra é uma peça que define como o partido se comportará esse ano, pois está entre concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul ou São Paulo, que pode ainda disputar contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo paulista. Tebet possui bons números nas pesquisas em SP para os dois cargos e pretende conversar com o presidente Lula (PT) para definir qual será a sua participação.

Moka afirma que a Simone “não tem problema de legenda”, visto seu histórico como deputada e senadora pelo partido. A questão seria o embate com as metas já definidas. “O problema dela não é de legenda, é político. Porque aqui no estado, o governador vai apoiar um candidato de direita, está definido”. A candidatura pode deixar um gosto amargo na boca de alguns integrantes do MDB, que são capazes até de trocar de sigla caso ela não mude de discurso.

Apenas com um palanque independente conseguiria alinhar as duas frentes. “Aí ela pode pedir voto para o Lula, para o PT, mas o partido MDB de Mato Grosso do Sul, não vai apoiar a candidatura do presidente Lula ou do PT. Nós vamos acompanhar exatamente o governador. Então não há problema com a Simone, a decisão é dela”.

“O que eu ouço dizer, ouço mais no nome dela, é que ela hoje está mais para ser candidata em São Paulo do que em Mato Grosso do Sul”, Moka comenta em relação à decisão entre os dois estados. Há chances de que a ministra transfira de partido e abandone o legado do pai caso adira ao plano de formar chapa em São Paulo, indo para o partido de Geraldo Alckmin, o PSB. A definição passaria pelas mãos do presidente Lula, que teria feito um pedido a ela em São Paulo.

Por Lucas Artur

 

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