Governo de MS define novos projetos no Plano Estadual de Parcerias 2026

MS 377 passa a desempenhar um papel estratégico para saída da produção do Estado - Foto: Agência Gov
MS 377 passa a desempenhar um papel estratégico para saída da produção do Estado - Foto: Agência Gov

Concessões rodoviárias e projetos na área da saúde avançam com foco em infraestrutura e desenvolvimento econômico

 

O Plano Estadual de Parcerias 2026, publicado na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul, amplia a participação da iniciativa privada em novos projetos estratégicos do Estado. Entre as propostas incluídas estão a concessão de duas rodovias estaduais e a implantação de parceria na área da saúde, com foco no hospital de Três Lagoas.

Na área de logística, o plano prevê a concessão das rodovias MS-377 e MS-240. A MS-377, que conecta os municípios de Água Clara e Inocência, é considerada um eixo fundamental para o setor de celulose, ao integrar a BR-262 e o município de Paranaíba, além de facilitar o acesso aos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Ao longo do traçado da MS-377, a cerca de 50 quilômetros de Inocência, está em construção a unidade industrial da Arauco, localizada às margens do Rio Sucuriú, que dá nome ao empreendimento. A rodovia, no entanto, já é amplamente utilizada por carretas de até 30 metros que transportam celulose a partir de Ribas do Rio Pardo, onde está instalada a fábrica da Suzano, até Inocência, município que abriga um porto seco. Nesse ponto, a carga é transferida para vagões ferroviários com destino ao Porto de Santos (SP).

Além do fluxo intenso de caminhões de grande porte, a via também é utilizada para o transporte de máquinas e materiais de construção. Como consequência, o pavimento apresenta sinais avançados de desgaste, como deformações laterais e fissuras, indicando a necessidade de intervenções estruturais.

Na mesma região, a MS-240, que liga Inocência a Paranaíba, também foi incluída no pacote de concessões. A decisão foi tomada durante reunião do Conselho Gestor de Parcerias, realizada na última quinta-feira (29), em Campo Grande. Conforme registrado em ata, o colegiado aprovou a estruturação de projetos de parceria nas áreas de logística de transportes e saúde ao longo de 2026.

Apoio do setor privado

As iniciativas fazem parte do PROP-MS (Programa de Parcerias de Mato Grosso do Sul), criado para ampliar a cooperação entre o poder público e o setor privado, por meio de contratos voltados ao desenvolvimento da infraestrutura estadual.

Em 2025, o governo estadual já havia avançado nesse modelo com a concessão da Rota da Celulose, que engloba trechos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, formando um importante corredor logístico para o escoamento da produção industrial e agropecuária. Na área da saúde, a experiência de parceria público-privada foi aplicada no Hospital Regional de Campo Grande, com previsão de ampliação da estrutura, reforma das instalações existentes, aquisição de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e cirúrgico, além do fornecimento contínuo de insumos hospitalares.

MS-377: Vale da Celulose

No segundo semestre de 2025, o Governo de MS anunciou investimentos na casa dos R$ 24 milhões na restauração de 48,2 quilômetros da rodovia MS-377, no trecho que liga os municípios de Três Lagoas e Inocência. A obra contratada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) vem para atender às novas demandas logísticas da região, que se transformou nos últimos anos em uma das principais áreas de produção de celulose do país.

Conhecida como ‘Vale da Celulose’, a região tem registrado mudanças profundas na sua matriz produtiva, com instalação da Suzano em operação em Ribas do Rio Pardo, e a nova fábrica da chilena Arauco, atualmente em construção em Inocência.

“Estamos acompanhando de perto as transformações no leste do Estado. E respondemos a essas mudanças com agilidade e planejamento. A logística é um fator determinante para a competitividade de Mato Grosso do Sul”, reforça o secretário Guilherme Alcântara.

A estrada interliga pontos estratégicos, servindo como corredor para o transporte da celulose. Com o crescimento acelerado do fluxo logístico, vários trechos da rodovia apresentavam desgaste acentuado e problemas de trafegabilidade.

O contrato para a execução da obra foi assinado em 30 de julho de 2025 e tem prazo de execução de 450 dias corridos, com vigência estendida por até 120 dias após a conclusão.

 

Por Ian Netto e Ricardo Prado

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