Do primeiro turno à posse, eleitores de MS se preparam para escolher presidente, governador e deputados

Foto: Nilson Figueiredo
Foto: Nilson Figueiredo

Janeiro de 2026 é o ponto de largada prático do ano eleitoral

Os eleitores de Mato Grosso do Sul irão escolher seus representantes nas eleições gerais, neste ano. A escolha de presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e estaduais é resultado de um calendário eleitoral extenso, que começa mais de um ano antes das urnas serem abertas e termina apenas com a posse dos eleitos, em janeiro de 2027. Cada mês desse percurso tem regras específicas, prazos obrigatórios e impactos diretos no cenário político.
O ciclo eleitoral começou a ganhar forma ainda em 2025, quando a Justiça Eleitoral passou a divulgar oficialmente as principais datas e alertar partidos, candidatos e eleitores. Outubro de 2025 marca simbolicamente essa largada, com a intensificação da divulgação institucional sobre as eleições de 2026, além do início da chamada “contagem regressiva” para o pleito.

*Filiações, prazos e organização partidária*
Janeiro de 2026 é o ponto de largada prático do ano eleitoral. É nesse momento que os partidos políticos começam a se organizar, avaliando cenários, discutindo alianças e planejando quem serão seus candidatos. Nos bastidores, as siglas estruturam estratégias de campanha, definem prioridades regionais e iniciam conversas com possíveis postulantes aos cargos em disputa. Em Mato Grosso do Sul, esse período costuma ser marcado por articulações envolvendo o governo estadual, o Senado e as bancadas federal e estadual.

Já do dia 6 de março, até o dia o 5 de abril, o calendário entra em uma fase decisiva: os candidatos precisam estar oficialmente filiados a um partido político. A filiação partidária é uma exigência legal e indispensável para quem pretende concorrer a qualquer cargo eletivo. Esse prazo provoca uma intensa movimentação política, com trocas de legenda, negociações internas e disputas por espaço dentro das siglas. É nesse período que muitos nomes deixam de ser especulação e passam a se posicionar publicamente como pré-candidatos.

Também até o início de abril, os partidos e federações precisam registrar seus estatutos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), prazo que vale ainda para a desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos públicos, além do limite final para filiação partidária.

Paralelamente a esses prazos, o eleitor também precisa estar atento. Até o dia 6 de maio, termina o período para regularizar o título eleitoral, solicitar transferência de domicílio ou atualizar dados cadastrais. Após essa data, o cadastro eleitoral é fechado para a organização das eleições, e quem estiver irregular não poderá votar.

Conforme estabelece a Lei n° 13.165/2015, Lei da Reforma Política, as convenções partidárias devem ocorrer no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral. São reuniões de filiados a um partido político para julgamento de assuntos de interesse do grupo ou para escolha de candidatos e formação de coligações.

Já na primeira quinzena de agosto, é o último período para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Quem perder esse prazo está automaticamente fora da disputa. Trata-se de uma etapa burocrática, mas decisiva, pois é nela que a Justiça confirma se os candidatos cumprem todos os requisitos legais, como filiação partidária, idade mínima, elegibilidade e afastamento de cargos públicos quando exigido por lei. A partir desse momento, o quadro de candidatos começa a se consolidar oficialmente.

Campanha e votação
No segundo semestre de 2026, a propaganda eleitoral passa a ser autorizada, dando início oficial às divulgações. Ruas, redes sociais, rádios e televisões passam a ser ocupadas por discursos, jingles, debates e propostas. É nesse período que o eleitor tem contato direto com os projetos políticos apresentados pelos candidatos.

O ápice do calendário acontece em outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026, quando os eleitores de Mato Grosso do Sul irão às urnas para escolher presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Caso nenhum candidato aos cargos majoritários alcance a maioria absoluta dos votos válidos, a legislação prevê um segundo turno.

O segundo turno, se necessário, será realizado em 25 de outubro de 2026, concentrando a disputa apenas entre os dois candidatos mais votados. Essa etapa foi bastante intensa nas últimas eleições gerais que aconteceram no Estado. Na ocasião, o atual governador, Eduardo Riedel (PP), disputou o cargo com o ex-deputado estadual, Capitão Contar (PL). Embora Contar tenha liderado o primeiro turno, Riedel conseguiu reverter o resultado no segundo e foi eleito governador de Mato Grosso do Sul.

Após a votação, o processo entra na fase final, com a apuração dos votos, julgamento de recursos e diplomação dos eleitos, geralmente entre novembro e dezembro. Em seguida, têm início as transições de governo, especialmente no Executivo, quando equipes são montadas e planos de gestão começam a ser desenhados.

Posse
O calendário eleitoral se encerra oficialmente em janeiro de 2027. Com a mudança constitucional, as posses deixam de ocorrer em 1º de janeiro. O presidente da República e o vice-presidente tomam posse em 5 de janeiro de 2027, enquanto os governadores e vice-governadores assumem seus cargos em 6 de janeiro de 2027. Deputados federais, estaduais e senadores iniciam seus mandatos no dia 1° de fevereiro, marcando o início de um novo ciclo político.

Por Brunna Paula

Legenda: O ápice do calendário acontece em outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 – Nilson Figueiredo

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