O presidente estadual do Democracia Cristã (DC) em Mato Grosso do Sul, Beto Figueiró, afirmou que o partido vive um momento de crescimento e articulação política no Estado, com fortalecimento principalmente no interior e a possibilidade concreta de lançar uma chapa completa nas eleições deste ano, incluindo candidaturas para deputado estadual, deputado federal, governo do Estado e Senado.
Em entrevista concedida à equipe de reportagem do jornal O Estado, Figueiró destacou que o Democracia Cristã está aberto ao diálogo e a possíveis alianças, desde que sejam construídas dentro de um campo ideológico alinhado à direita.
“Nós estamos abertos, desde que seja uma coligação genuinamente de direita. Nosso projeto não é um projeto de umbigo, é um projeto em prol do Mato Grosso do Sul. Se houver uma candidatura de direita com a qual possamos colaborar, estaremos sempre prontos”, afirmou sem citar nomes.
Segundo o dirigente partidário, o DC tem registrado uma adesão significativa de novos filiados, especialmente em municípios do interior do Estado. De acordo com ele, muitos desses novos quadros são oriundos do PL (Partido Liberal), incluindo nomes históricos da sigla.
“O partido está se consolidando forte no interior. Estamos tendo uma adesão muito grande, com muita gente vindo do PL para o Democracia Cristã”, explicou.
Figueiró atribui essa migração a insatisfações internas dentro do PL, principalmente após movimentações políticas recentes envolvendo lideranças tradicionais.
“A ida do Reinaldo Azambuja para o PL e a migração de lideranças do PSDB desagradaram muita gente. Houve uma incompatibilidade com o projeto de direita, e essas pessoas estão buscando espaço político no Democracia Cristã”, avaliou.
Beto Figueiró confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao governo do Estado pelo Democracia Cristã. Ele ressaltou, no entanto, que essa pré-candidatura não é definitiva e pode ser revista caso surja um nome forte da direita com viabilidade eleitoral.
“Nós não temos ainda uma candidatura totalmente definida. Se aparecer algum líder de direita com possibilidades concretas ao governo do Estado, estamos abertos a ceder a nossa cadeira para construir um projeto em prol do Mato Grosso do Sul”, declarou.
Para o Senado, o partido já trabalha com alguns nomes, entre eles o do doutor Meza, citado por Figueiró como pré-candidato pela legenda.
Ao falar sobre metas eleitorais, o presidente estadual do DC afirmou que o foco do partido não é, neste momento, estabelecer números ambiciosos de cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados, mas sim garantir participação ativa no debate político.
“Nossa meta não é ambiciosa. A gente quer participar do debate político e não permitir que uma eleição tão importante como a do governo do Estado seja por W.O, sem discussão de ideias e sem alternativas”, concluiu.
Possíveis alianças e diálogo com o PRD
Questionado sobre alianças partidárias, Figueiró avaliou que ainda é cedo para definições, mas reconheceu dificuldades no campo da direita no Estado.
“A princípio, os partidos de direita foram solapados pela esquerda aqui no Estado. A gente não vê hoje nenhuma chapa ou partido efetivamente independente e de direita”, afirmou.
Apesar disso, ele demonstrou abertura para uma eventual coligação com o PRD, partido atualmente presidido por Delcídio do Amaral, que já manifestou interesse em diálogo com o Democracia Cristã. “O PRD é um partido que possui atributos necessários para fazer frente à próxima campanha. Eu não vejo óbice nenhum em termos uma coligação nesse sentido”, concluiu.
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