Câmara aposta em diálogo para 2026 e mediação do impacto das eleições nos trabalhos da Casa

“A gente vai tentar dar o máximo de conforto para os colegas disputarem as eleições”, diz Papy - Foto: Sarah Chaves
“A gente vai tentar dar o máximo de conforto para os colegas disputarem as eleições”, diz Papy - Foto: Sarah Chaves

A sessão inaugural da Casa de Leis será no próximo dia 2 de fevereiro

Com o fim do recesso parlamentar e a volta definitiva dos trabalhos no início de fevereiro, a Câmara Municipal de Campo Grande se prepara para mais um ano que, além de ser marcado pelas eleições estaduais e federais, ainda começou em atrito com temas fiscais que vem sendo cobrados pela população, como o IPUTU. A Casa espera fortalecer o diálogo entre a comunidade e entre os vereadores.

O Jornal O Estado conversou com o presidente do Legislativo Municipal, Epaminondas Neto (PSDB), conhecido como Papy, que defendeu que os representantes “precisam estabelecer uma relação melhor para a cidade, não só uma relação política, mas utambém institucional”. Conclui que o diálogo não é submissão, mas método e a função da Câmara é ajudar a população.

“Nós estamos tentando ajudar para que a cidade melhore. Ninguém aqui festeja a crise que a Prefeitura está passando, porque todo mundo é agente político, anda na rua, tem suas bases vive na cidade. A ideia é que a gente colabore para ajudar”, comenta e afirma que não há desavenças entre o Legislativo e o Executivo. Adiciona que defende a autonomia da Casa, dizendo que “aqui tem o parlamento e ele tem que ser independente”.

Falando sobre as eleições que devem ocorrer em outubro, a possível saída de vereadores para disputarem cargo na Assembleia Legislativa é algo que a Câmara espera que não atrapalhe nas sessões. “A gente vai tentar dar o máximo de conforto para os colegas disputarem as eleições”.

“O vereador tem que ter compromisso. Ele está eleito neste mandato, ele não pode abrir mão de um mandato para outro, senão tem que renunciar para poder disputar outra cadeira. Enquanto ele tiver mandato de vereador, tem que ser primeiro vereador, depois candidato. Eu acho que o vereador tem essa consciência, todo mundo é adulto”.

Quando os trabalhos voltarem em 2 de fevereiro, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), deve participar dos ritos de início de ano legislativo, onde fará um discurso na sessão inaugural em nome do Executivo. É esperado que dê as metas e prioridades para este ano, quais serão as medidas e os projetos que planeja desenvolver e o tradicional pedido de colaboração entre os poderes.

Durante a cerimônia, além da presença da prefeita, é esperado que aja a apresentação do relatório municipal, definam as prioridades para o ano, sejam anunciadas possíveis mudanças na estrutura da Câmara, quais serão as primeiras pautas que serão discutidas e votadas, definição de comissões. Uma das primeiras pautas do ano é a análise do veto ao projeto que reestabelecia a cobrança da taxa do lixo de anos anteriores, valor que foi incorporado ao IPTU 2026.

Perguntado sobre o imposto, o vereador conta que a Casa deve ser ponto de apoio para a população na solução e não foco de problema. “O mais importante era que a gente demonstrasse para a cidade qual o nosso posicionamento. Ser a favor da cidade quando for bom, [vindo] do Executivo, quando ir para um caminho de desalinhamento, nós estaremos nos posicionando”. Declarando mais uma vez que as ações da Casa não tiveram motivações e nem revanches políticas.

Além disso, opina que, por ser ano de eleição e alguns vereadores querem tentar uma cadeira na Assembleia, acredita pode haver candidatos que queiram “salgar” o assunto.

Por Lucas Artur

 

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