Após ligação a Trump, Petro telefona para Lula e discute crise na Venezuela

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro e Lula - Foto; Ricardo Stuckert/PR
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro e Lula - Foto; Ricardo Stuckert/PR

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, telefonou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta quinta-feira (8) para tratar da escalada de tensão na Venezuela. A conversa ocorreu horas após Petro ter falado com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e teve como foco central o impacto regional da crise política e humanitária no país vizinho.

De acordo com nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, ambos os mandatários expressaram “grande preocupação” com o uso da força contra um país sul-americano, ação que classificaram como violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania venezuelana. Lula e Petro alertaram que esse tipo de iniciativa representa um precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.

Os presidentes defenderam que qualquer solução para a situação venezuelana deve ocorrer exclusivamente por meios pacíficos, com base na negociação e no respeito à vontade do povo daquele país. No diálogo, eles também saudaram o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela sobre a liberação de presos nacionais e estrangeiros nesta quinta-feira.

Lula informou a Petro que o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos à Venezuela, como parte de um total de 300 toneladas já arrecadadas pelo governo brasileiro. O material será utilizado para recompor estoques, especialmente de produtos e soluções para diálise, destruídos nos bombardeios registrados em 3 de janeiro.

Ainda segundo a nota, Brasil e Colômbia reafirmaram o compromisso de cooperar pela paz e pela estabilidade na Venezuela, país com o qual ambos compartilham extensas fronteiras. Os presidentes também lembraram a responsabilidade humanitária que vêm assumindo nos últimos anos ao acolher grandes contingentes de migrantes venezuelanos em fuga da crise.

A conversa reforça o alinhamento entre Brasília e Bogotá em defesa de uma solução diplomática para o conflito e a rejeição explícita a qualquer ação militar externa no território venezuelano.

 

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