Dois homens suspeitos de matar o professor Arcir Bento Júnior, de 62 anos, durante um latrocínio em Arealva, no interior de São Paulo, foram presos na segunda-feira (2), em Mato Grosso do Sul, após fugirem com o carro da vítima e atravessarem diversas cidades do Estado. As prisões ocorreram em Três Lagoas, após investigação integrada entre forças policiais.
Os presos foram identificados como Joabe Eduardo dos Santos e Davi dos Santos Barbosa. O crime aconteceu no domingo (1º), em uma chácara na zona rural de Arealva, onde o professor morava sozinho. O corpo de Arcir foi encontrado na garagem do imóvel, com as mãos amarradas por um cabo azul.
Conforme o boletim de ocorrência registrado em São Paulo, o corpo apresentava sinais de estrangulamento e já estava em estado de decomposição quando foi localizado, por volta das 11h. A confirmação da causa da morte ainda depende de laudo do IML (Instituto Médico Legal).
Após o homicídio, os suspeitos fugiram levando um Chevrolet Celta preto, ano 2009, uma motocicleta Honda CB 500F prata, ano 2020, além de um aparelho celular da vítima. Inicialmente, a autoria do crime era desconhecida e os veículos não haviam sido localizados, conforme noticiado pela imprensa paulista.
Câmeras de monitoramento registraram o carro circulando por rodovias e por municípios como Paulicéia (SP), Brasilândia e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. As imagens levaram a Polícia Civil de Arealva a aprofundar as investigações e acionar equipes de outras cidades.
No dia 31 de janeiro, por volta das 11h30, os suspeitos venderam o Celta em Brasilândia a um terceiro por R$ 6 mil. Do valor total, R$ 4 mil foram pagos via Pix, para uma chave em nome de Joabe, e R$ 2 mil em dinheiro. Parte da negociação ocorreu no Bar Rio Verde e outra em uma loja denominada Mega Celulares.
O carro permaneceu com o comprador até a segunda-feira (2), quando policiais o localizaram na Rua João Horácio, no Jardim Primavera. Após a confirmação de que se tratava do veículo roubado no latrocínio, o comprador foi encontrado e afirmou que havia consultado possíveis restrições antes da compra, sem identificar impedimentos.
Durante as diligências, os investigadores chegaram a uma residência no Reassentamento Porto João André, em Brasilândia, onde os suspeitos teriam passado a noite após o crime. No local, outro envolvido confirmou o pernoite e informou que transportou Joabe e Davi até uma loja de celulares e eletrônicos.
Na loja, os suspeitos venderam o celular da vítima e adquiriram outro aparelho. Parte do valor da negociação, R$ 200, também foi transferida via Pix para a mesma chave utilizada na venda do carro.
As buscas terminaram em Três Lagoas, onde Joabe e Davi foram localizados e presos por equipes da Polícia Civil. O veículo foi recuperado e encaminhado à Delegacia de Polícia de Brasilândia, junto com o comprador, para as providências cabíveis.
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