A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que investiga suspeitas de fraude em licitações, contratos administrativos e apropriação indevida de recursos públicos ligados à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
De acordo com as investigações, os contratos analisados têm como objeto o fornecimento de refeições subsidiadas pelo governo a estudantes em situação de vulnerabilidade, benefício voltado a garantir permanência e incentivar a continuidade dos estudos universitários.
Mandados e bloqueio de bens
Nesta nova etapa da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados e às empresas envolvidas.
As medidas foram autorizadas pelo Juízo Federal da 3ª Vara de Campo Grande, que também determinou medidas cautelares pessoais alternativas à prisão para os investigados.
A Justiça ainda determinou a proibição de contratação com o poder público e a suspensão dos contratos administrativos vigentes relacionados ao caso.
Uso indevido de dados de estudantes
Segundo a Polícia Federal, durante a primeira fase da operação, foram apreendidos materiais que revelaram possíveis irregularidades no sistema de controle das refeições.
Entre os arquivos encontrados estavam dados e imagens de carteirinhas de aproximadamente 150 estudantes, que teriam sido utilizadas para simular diariamente a retirada de refeições subsidiadas, sem que o consumo realmente ocorresse.
A prática, de acordo com os investigadores, teria sido utilizada para inflar artificialmente a quantidade de refeições registradas, possibilitando o recebimento indevido de recursos públicos.
A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo aos cofres públicos.
A UFMS divulgou nota à imprensa. confira o comunicadona íntegra.
“A UFMS agradece à Polícia Federal, assim como ao MPF e à CGU, por todo o trabalho e dedicação na investigação iniciada em fevereiro de 2025 em decorrência da comunicação realizada pela própria universidade.
Na época a UFMS identificou indícios de irregularidades na execução do serviço, cancelou o contrato e, ato contínuo, com base na recomendação da Procuradoria Federal da UFMS, junto à AGU, solicitou a PF, ao MPF e a CGU a apuração que completa 14 meses na data de hoje. O serviço no Restaurante Universitário na UFMS de Três Lagoas atualmente é realizado por nova empresa licitada e fornece café da manhã, almoço e jantar aos estudantes.”
*Matéria editada às 9h40, para acréscimo do posicionamento da UFMS
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