Vítima relatou ter sido atacada pelo companheiro dentro de casa; suspeito fugiu após o crime e caso foi registrado como violência doméstica
Uma mulher indígena foi vítima de agressão física grave na Aldeia Bororó, em Dourados, após ser atacada pelo companheiro dentro da residência onde o casal vivia. O caso foi atendido pela Polícia Militar após acionamento via 190 e registrado como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe policial foi informada de que a vítima apresentava ferimentos graves, incluindo a perda de parte da orelha, e que o agressor estaria no imóvel com comportamento agressivo. Diante da gravidade da denúncia, os policiais se deslocaram até o local, previamente acordado com a liderança indígena.
No atendimento, a mulher relatou que a agressão ocorreu na noite do dia 1º de janeiro, após uma discussão. Segundo o relato, ela foi derrubada no chão, imobilizada e enforcada pelo companheiro. Durante a violência, o agressor mordeu a orelha direita da vítima e arrancou parte do tecido.
A vítima informou ainda que buscou ajuda junto à liderança da aldeia logo após o ocorrido, mas não recebeu atendimento de saúde naquele momento. Com a persistência das dores e a gravidade da lesão, o caso voltou a ser comunicado no dia seguinte, quando a Polícia Militar foi acionada.
Conforme o registro policial, após as agressões, o suspeito teria se recusado a entregar os filhos do casal, duas crianças, mantendo-as sob sua responsabilidade de forma indevida. Posteriormente, ele deixou o local, não sendo localizado até o momento. As crianças ficaram sob os cuidados de um familiar.
A mulher foi encaminhada ao Hospital da Missão Caiuá, onde foi constatada lesão com perda de tecido na orelha direita. Após o atendimento médico inicial, ela foi levada à Delegacia de Atendimento à Mulher para o registro da ocorrência e adoção das medidas legais.
A vítima solicitou medida protetiva de urgência contra o agressor. O caso foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados, que ficará responsável pela investigação.
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