Jovem é preso em rodoviária de Maracaju com emagrecedores ilegais avaliados em R$ 80 mil

Foto: reprodução
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Um rapaz de 18 anos foi preso na madrugada dessa segunda-feira (6) no Terminal Rodoviário de Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande, após ser flagrado transportando 84 unidades de medicamentos emagrecedores de origem estrangeira e sem registro na Anvisa. Os produtos estavam em um ônibus intermunicipal que fazia o trajeto Ponta Porã/Campo Grande.

De acordo com a PM (Polícia Militar), a prisão ocorreu durante patrulhamento de rotina realizado pela equipe da Força Tática. O veículo foi abordado no terminal e, durante a vistoria, os policiais notaram o nervosismo de um dos passageiros, o que motivou a abordagem pessoal.

Na revista, foram localizados 84 produtos injetáveis de origem paraguaia, sendo 20 unidades de Tizerc 15, 24 de Lipoless MD 15 e 40 de Tirzepatida 15. Parte do material estava escondida dentro de caixas de chocolate e outra parte no interior de uma boneca de pelúcia, estratégia utilizada para tentar burlar a fiscalização.

Segundo a polícia, os medicamentos são considerados substâncias nocivas à saúde pública, já que não possuem autorização da Anvisa para comercialização no Brasil. O valor estimado da carga, caso fosse vendida em território nacional, é de aproximadamente R$ 80 mil.

Questionado, o jovem alegou que estaria apenas fazendo um favor para a irmã, transportando os produtos de Ponta Porã até Campo Grande, onde seriam entregues. Diante dos fatos, ele foi encaminhado, sem lesões, juntamente com o material apreendido, à Polícia Civil de Maracaju, onde permaneceu à disposição da autoridade policial. O caso foi registrado como contrabando e transporte de substâncias nocivas à saúde pública.

Rota do contrabando

A apreensão ocorre poucos dias após outro caso semelhante registrado no município. No último sábado (3), uma estudante de medicina também foi presa em Maracaju com 134 unidades de medicamentos emagrecedores trazidos do Paraguai. A abordagem aconteceu por volta das 18h na BR-267, em um veículo Renault Master pertencente a uma empresa de transporte de passageiros que fazia o itinerário Ponta Porã/Campo Grande.

Na ocasião, a estudante foi conduzida, juntamente com os medicamentos, à Polícia Federal em Dourados. O veículo não apresentava irregularidades e foi liberado após os procedimentos. Em depoimento, a jovem afirmou que receberia R$ 100 por caixa transportada e que a mercadoria seria entregue a um homem em um atacadista de Campo Grande.

Ela relatou ainda ser estudante de medicina em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e que aceitou o transporte devido a dificuldades financeiras para quitar a rematrícula da faculdade. Segundo a versão apresentada, a proposta teria sido feita por um ambulante paraguaio no centro da cidade, ainda em dezembro.

 

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