Um homem de 56 anos e uma mulher de 26 foram presos na tarde de terça-feira (6) transportando aparelhos eletrônicos e canetas emagrecedoras contrabandeadas do Paraguai. Eles foram abordados por uma equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) na MS-164, em área rural de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
Os militares realizavam bloqueio na rodovia quando decidiram abordar um Peugeot 207 que seguia pela pista. No veículo estava o casal, que relatou ter sido contratado para buscar a carga em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e entregá-la em Campo Grande.
Durante vistoria, foram encontrados 50 iPhones, dois iPads e 20 caixas contendo canetas emagrecedoras. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 550 mil. Todo o material foi apreendido e encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, junto com os suspeitos.
Esta é a terceira apreensão do mesmo tipo de mercadoria registrada apenas nos seis primeiros dias do ano. No sábado (4), uma estudante de medicina foi detida em Maracaju transportando 134 unidades de emagrecedores que também haviam sido adquiridos no Paraguai e seriam entregues em Campo Grande.
Na madrugada de segunda-feira (6), um rapaz de 18 anos foi preso, também em Maracaju, levando 84 unidades das substâncias escondidas dentro de uma boneca de pelúcia e em caixas de chocolate. A rota entre Pedro Juan Caballero e municípios do interior segue como uma das principais vias de escoamento do contrabando destinado ao mercado clandestino da Capital.
Produtos proibidos pela Anvisa
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reforçou, em nota técnica publicada em novembro do ano passado, a proibição da entrada, fabricação, venda e propaganda de medicamentos emagrecedores no Brasil. Esses produtos, classificados como agonistas do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1), não possuem registro sanitário e nunca tiveram qualidade, eficácia e segurança avaliadas pela agência.
A medida abrange marcas como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, citadas em resoluções recentes. A decisão foi tomada diante do aumento de indícios de comércio e divulgação irregular dessas substâncias, sobretudo na internet, prática proibida pela legislação brasileira.
Segundo a agência reguladora, o objetivo é frear o uso inadequado e proteger a saúde da população. No Brasil, os agonistas do GLP-1 autorizados dependem de receita médica com retenção, e cabe às empresas detentoras do registro garantir a distribuição regular e responder por eventuais problemas relacionados ao uso.
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