Narcotraficante Gerson Palermo passa por audiência de custódia e é levado para presídio

Gerson Palermo expulso da Bolívia — Foto: El Deber
Gerson Palermo expulso da Bolívia — Foto: El Deber

O narcotraficante Gerson Palermo passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (28), no Fórum de Campo Grande. O procedimento, o qual analisou a legalidade da prisão de Palermo, contou com forte esquema de segurança.

A escolta, que buscou o preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), na Vila Sobrinho, tinha cinco viaturas da PPF (Polícia Penal Federal). Quatro ficaram na área externa, com policiais fortemente armados. Após a audiência, ele seguiu para a Penitenciária Federal de Campo Grande.

Segundo a Polícia Federal, ele não foi levado diretamente à unidade prisional porque a Justiça Federal ainda não havia autorizado a vaga.

Gerson foi recapturado na Bolívia após seis anos foragido, e chegou ontem (27), na Capital. A recaptura recoloca ele no centro de investigações envolvendo o crime organizado. A localização dele na Bolívia ocorreu após apuração iniciada em outubro do ano passado, durante investigação da Polícia Civil sobre o suposto sequestro da própria filha do narcotraficante, em Campo Grande, em meio a uma disputa envolvendo R$ 50 mil atribuídos ao narcotráfico.

Presídio federal

 

Cela padrão do Presídio Federal de Campo Grande (MS) — Foto: Reprodução

Cela padrão do Presídio Federal de Campo Grande (MS) — Foto: Reprodução

A cela onde Palermo ficará, inicialmente, tem 7 metros quadrados. Ao chegar ao presídio federal, Palermo deve passar pelo RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), etapa inicial de isolamento prevista no sistema prisional federal, conhecida como período de “quarentena”.

Nesse período, ele ficará isolado por 20 dias para avaliação interna. Em seguida, será transferido para um pavilhão, onde poderá tomar banho de sol por até duas horas diárias, com no máximo 12 presos.

Ele também poderá receber visitas por até três horas por semana e atendimento de advogados por uma hora semanal.

Condenação e histórico criminal

Gerson Palermo é apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele responde por crimes como tráfico internacional de drogas, associação criminosa e assaltos a bancos.

Entre os principais processos, está o sequestro de um avião da antiga Vasp, em 2000. Na ocasião, a aeronave foi desviada e forçada a pousar no Paraná, em uma ação que resultou no roubo de cerca de R$ 5,5 milhões.

Em 2017, ele também foi alvo da Operação All In, da Polícia Federal, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil.

Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando deixou o sistema prisional de Campo Grande após obter prisão domiciliar e romper a tornozeleira eletrônica poucas horas depois. Ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

 

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