O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (7) a transferência temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília, onde deverá realizar uma série de exames médicos. A decisão ocorre após Bolsonaro se sentir mal, cair da cama e bater a cabeça em um móvel na cela onde está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), na capital federal.
A autorização representa uma mudança em relação à posição adotada pelo ministro na terça-feira (6), quando Moraes havia negado o pedido de envio imediato de Bolsonaro ao hospital. A negativa gerou forte reação da defesa e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou que o marido estava sendo “negligenciado” e “torturado” pelo Estado.
Na decisão emitida nesta quarta, Moraes detalhou que Bolsonaro poderá ser levado ao hospital exclusivamente para a realização de três exames: tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. O objetivo é esclarecer possíveis consequências da queda e avaliar eventuais alterações neurológicas.
O ministro também determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente sejam realizados pela Polícia Federal, em protocolo semelhante ao adotado em dezembro de 2025, quando Bolsonaro foi internado no DF Star após cirurgia de hérnia. Moraes especificou que a PF deve conduzir o deslocamento de forma discreta, com entrada pela garagem da unidade de saúde. Além disso, determinou contato prévio com o diretor do hospital, Dr. Allison Bruno Barcelos Borges, para definir os procedimentos e condições dos exames.
Com a autorização, a expectativa é de que Bolsonaro passe pelos exames ainda nesta quarta-feira. A defesa aguarda os resultados para avaliar próximos passos, enquanto a PF deverá acompanhar todo o processo, conforme determinação judicial.
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