O governo brasileiro se prepara para participar, nesta terça-feira (6), de uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) para discutir “os recentes acontecimentos na Venezuela”. O encontro ocorrerá em Washington, capital dos Estados Unidos, a partir do meio-dia (horário de Brasília).
O Brasil será representado pelo embaixador Benoni Belli, representante permanente do país junto à OEA. A expectativa é que a posição brasileira siga a mesma linha adotada na segunda-feira (5), durante a reunião do Conselho de ONU (Segurança da Organização das Nações Unidas).
Em Nova York, o embaixador Sérgio Danese criticou duramente a ação militar dos Estados Unidos realizada no último sábado (3) na Venezuela. Segundo Danese, a operação cruzou uma “linha inaceitável”, afrontou a soberania venezuelana e abriu um precedente perigoso para a comunidade internacional.
Durante sua manifestação na ONU, o diplomata brasileiro alertou para o que chamou de erosão do multilateralismo e defendeu que o episódio seja veementemente condenado, para evitar que o uso da força se sobreponha ao direito internacional. A tendência é que esses argumentos sejam retomados por Benoni Belli no debate da OEA.
A OEA é composta por 35 países das Américas, incluindo Brasil, Estados Unidos, México, Argentina e Colômbia. Em 2026, a atuação da organização está estruturada em quatro pilares centrais: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento. A reunião extraordinária ocorre em meio ao aumento da tensão diplomática na região e deve concentrar discussões sobre os impactos políticos e institucionais da crise venezuelana.
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