Sexta-feira Santa: consumidores aproveitam véspera para garantir pescado e movimentam peixarias na Capital

Foto: Roberta Martins
Foto: Roberta Martins

A variação de preço vai desde R$75 pago no quilo do bacalhau à R$ 18,90 no pacu

Com a aproximação da Sexta-feira Santa, tradicional data do calendário cristão marcada pelo consumo de peixes, o movimento nas peixarias e supermercados de Mato Grosso do Sul já começa a ganhar força. Comerciantes do setor relatam aumento significativo na procura por pescados, especialmente nestes dias que antecedem a celebração.

Em Campo Grande, o cenário é de otimismo. Proprietários de peixarias afirmam que a expectativa é de crescimento nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Espécies como bacalhau (R$75,00 kg), tilápia (R$47,90), pintado (R$ 38,99), tambaqui (22,99) e pacu (R$18,90 Kg) estão entre as mais procuradas pelos consumidores, que buscam manter a tradição de substituir a carne vermelha pelo peixe durante a data religiosa.

Na Avenida Guaicurus, o comerciante Luiz Moura, da tradicional Peixaria Moura, que atua há 40 anos no setor, confirma o aquecimento nas vendas. “A Semana Santa sempre movimenta muito bem o comércio de peixe”, afirma.

Segundo ele, os campeões de vendas seguem um padrão já conhecido do consumidor. “O que mais tá saindo é o pacu, o pintado e o filé de tilápia. Eles que são os chefes”, explica. Moura também observa uma mudança no comportamento do cliente. “O pessoal tá mais disposto a pagar melhor no peixe. Tá gastando mais, só compra o bom.”

Entre os destaques, o comerciante aponta promoções e produtos diferenciados. “O pacu nosso tá na oferta, é meio tradicional, todo ano tem. Já o filé de tilápia é um peixe que emplacou, vende bem”, diz. Além dos peixes mais populares, a peixaria também oferece frutos do mar e salmão, tanto fresco quanto congelado.

Diferencial
Uma das opções que tem chamado a atenção dos clientes é o pacu recheado. “Ele vem com os temperos tradicionais, com farinha e banana da terra. Tem essa opção e está saindo bastante também”, destaca Moura.

Entre os consumidores, a praticidade tem feito diferença na hora da escolha. A técnica de enfermagem Aline Antonia, de 24 anos, optou por um produto já pronto. “Comprei o pacu já recheado. Como tenho criança pequena, fica mais prático”, conta.

Ela também explica que a rotina influenciou o momento da compra. “Deixei pra vir hoje porque tive tempo. Eu trabalho e moro longe, então aproveitei agora para garantir o peixe da Semana Santa”, relata.

Além das peixarias, feiras livres e supermercados também se preparam para a alta demanda. Muitos estabelecimentos ampliaram os estoques e apostam em promoções para atrair clientes.

Cuidado na Hora da compra
Apesar do aumento na procura, especialistas recomendam atenção na hora da compra. É importante observar a aparência do peixe, verificando características como olhos brilhantes, escamas firmes e odor suave, sinais de que o produto está fresco e próprio para o consumo.

Alta procura pelo bacalhau
O peixe mais tradicional da Semana Santa também registrou alta procura em Campo Grande. A equipe de reportagem visitou três pontos de venda na capital e, em dois deles, o produto já estava em falta.

Quem deixa para comprar na última hora corre o risco de não encontrar o bacalhau ou de levar peças com qualidade inferior. No local onde ainda havia estoque, as unidades já eram as últimas disponíveis. O preço médio encontrado foi de R$ 75 o quilo.

Por Ana Krasnievicz

 

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