O dinamismo do setor da construção civil no Paraguai, na fronteira com Mato Grosso do Sul refletiu-se fortemente no aumento das importações de máquinas em 2025, num contexto de execução contínua de obras públicas e privadas em diferentes partes do país.
Ao final do ano, foram importadas 1.976 peças de equipamento, representando um aumento de 28,2% em relação ao ano anterior.Segundo dados da Cadam (Câmara de Distribuidores de Automóveis e Máquinas), o aumento concentrou-se em equipamentos diretamente relacionados a projetos de construção.
As retroescavadeiras lideraram a alta, com um aumento de 40,6%, seguidas pelas empilhadeiras, que subiram 38,3%, demonstrando uma maior demanda por movimentação de terra, carregamento e operação em múltiplos canteiros de obras simultaneamente.
Esse comportamento está intimamente ligado ao volume de projetos em andamento em todo o país. No setor público, o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) mantém uma carteira ativa de projetos de infraestrutura rodoviária e estratégica, o que exige alta capacidade operacional e uso intensivo de máquinas pesadas.
Entre os projetos em andamento, destacam-se iniciativas de grande escala como a Rota Bioceânica, a reabilitação e duplicação de rodovias nacionais, além de obras de acesso e conexões metropolitanas, onde o destacamento de equipes é fundamental para o cumprimento dos prazos estabelecidos.
O aumento das importações também foi acompanhado por uma maior atividade no mercado interno de máquinas, impulsionada pelas empresas de construção que reforçaram sua capacidade operacional em resposta à continuidade das obras e à abertura de novas frentes de construção, tanto em infraestrutura rodoviária quanto urbana.
Nesse contexto, a expansão da frota de máquinas se consolida como um barômetro do nível de atividade do setor e da capacidade do país de sustentar investimentos em infraestrutura, com impacto direto no emprego, na logística e no desenvolvimento territorial.