Itens de higiene passam a pesar mais que alimentos na cesta básica

Produtos limpeza
Foto: Divulgação/Procon-MS

Levantamento do O Estado indica que variações superam 100% em parte dos produtos

Não foi o arroz, nem o feijão, nem mesmo o óleo que determinaram o custo da cesta básica nesta semana em Campo Grande. A diferença no valor final das compras voltou a estar nos detalhes, aqueles itens que passam rápido pelo caixa, mas que, somados, alteram o orçamento do mês.

O levantamento realizado pelo jornal O Estado mostra que os alimentos centrais da dieta mantiveram comportamento previsível, com oscilações limitadas entre os supermercados. O valor da cesta continuou sendo influenciado por produtos que não ocupam o centro do prato, mas têm presença fixa no carrinho. Entre eles, os itens de higiene concentraram as maiores diferenças de preço da pesquisa, com variações expressivas entre marcas e estabelecimentos.

O papel higiênico voltou a se destacar como o produto de maior dispersão, com preços que oscilaram de R$ 13,89 a R$ 39,90, dependendo da rede e da apresentação, uma variação de 187%. A diferença, sozinha, equivale a mais do que o custo médio de alguns alimentos essenciais.

O arroz de cinco quilos foi encontrado entre R$ 12,89 e R$ 15,99, variação de 24%, enquanto o feijão permaneceu abaixo de R$ 7 na maior parte das redes pesquisadas, com preços entre R$ 5,49 e R$ 6,99, diferença de 27%.

O mesmo padrão apareceu no óleo de soja e no açúcar refinado. O óleo variou de R$ 6,29 a R$ 8,49, oscilação de 35%, enquanto o açúcar foi encontrado entre R$ 5,69 e R$ 6,89, variação de 21%. Essa aparente tranquilidade, porém, não se traduziu em compras mais baratas.

Também entre os industrializados, o café manteve-se como um dos itens mais caros da cesta. O pacote de 500 gramas foi comercializado entre R$ 29,90 e R$ 32,90, diferença de 10%, permanecendo em patamar elevado, ainda que sem nova pressão nesta semana.

Nos hortifrutigranjeiros, o cenário foi marcado pela irregularidade típica do setor. A banana apresentou preços entre R$ 5,99 e R$ 10,55 o quilo, variação de 76%, enquanto o tomate oscilou de R$ 5,99 a R$ 8,99, diferença de 50%. A batata apareceu com valores a partir de R$ 2,99, chegando a R$ 6,99, o que representa variação de 134%.

Entre as proteínas, o frango manteve vantagem frente à carne bovina, com preços entre R$ 8,99 e R$ 13,99 o quilo, oscilação de 56%. Já o coxão mole seguiu com diferença relevante entre as redes, variando de R$ 39,89 a R$ 48,98, variação de 23%.

Por Djeneffer Cordoba

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