Conferência internacional em Campo Grande deve elevar demanda por corridas, mas também traz desafios logísticos
Campo Grande sediará, de 23 a 29 de março de 2026, a COP15 sobre espécies migratórias, primeira edição realizada no Brasil. A escolha se deve à importância ambiental de Mato Grosso do Sul, que abriga grande parte do Pantanal e rotas migratórias relevantes.
O evento deve atrair de 4 mil a 5 mil visitantes, mobilizando o governo para garantir estrutura e programação. A expectativa é de impacto positivo na economia local, especialmente no setor de serviços, com aumento na demanda por transporte por aplicativos.
Entidades ligadas aos trabalhadores por aplicativo acompanham o cenário. Para os motoristas, eventos desse porte costumam representar oportunidades de incremento na renda, sobretudo em períodos de menor movimento.
De acordo com Leno Magper, representante do Sindicato de Motorista por Aplicativo deve haver planejamento por parte dos motorista visto que o local do evento é distante do complexo de hotéis da Capital “Apesar da oportunidade de ganho, também há preocupação com o aumento do trânsito e possíveis dificuldades logísticas. Sem organização, o tempo das corridas pode aumentar, impactando tanto motoristas quanto passageiros”.
A tendência é de maior concentração de chamadas em pontos estratégicos, como aeroportos, hotéis e locais de realização da conferência. Em contrapartida, o aumento no fluxo de veículos pode trazer desafios, como congestionamentos e necessidade de ajustes operacionais.
André Ferreira é motorista há quatro anos na Capital, e conta que eventos grandes como shows e conferências são ponto certo para corridas mais caras, “Quando tem evento grande, a gente roda mais e consegue melhorar o faturamento. Mas também precisa estar preparado, porque o trânsito complica”, relata.
Além de projetar Campo Grande no cenário internacional, a conferência reforça o vínculo entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico. “As espécies migratórias de animais silvestres desempenham papel fundamental na conservação da biodiversidade, gerando benefícios ambientais e econômicos, como o fortalecimento do turismo sustentável e do setor de serviços”, afirma João Paulo Capobianco.
Com a realização da COP15, a capital sul-mato-grossense deve vivenciar não apenas o avanço do debate ambiental, mas também um aquecimento pontual da economia, com reflexos diretos na mobilidade urbana e no cotidiano da população.
Por Ana Krasnievicz