Com valor médio de R$ 649, benefício cobre cerca de 10 dias de alimentação e não acompanha o aumento do custo de vida
Benefício para o trabalhador, o vale-alimentação é um recurso oferecido pelas empresas para o custeio de refeições e compras em supermercados. Com valor médio de 649 R$, o benefício passou por alterações em 2025, beneficiando diretamente o trabalhador brasileiro e fortalecendo toda a cadeia de abastecimento de alimentos.
O novo decreto estabelece limites para as taxas cobradas pelas operadoras e reduz o prazo de repasse dos valores aos estabelecimentos para até 15 dias corridos, além de determinar que em um ano, após a assinatura do novo decreto, qualquer cartão do programa funcione em qualquer máquina de pagamento.
Utilizado por mais de 72% dos trabalhadores com carteira assinada, o vale-alimentação teve seu último reajuste em 2023, saindo de 458 R$ para 658 R$, podendo variar de empresa para empresa. Porém o valor atual não cobre metade dos dias úteis. De acordo com um levantamento realizado pela Pluxee, mostra que o valor pago custa somente 10 dias trabalhados, deixando um prejuízo para o trabalhador que precisa encontrar formas de arcar com os custos da alimentação no dia-a-dia.
O estudo também revelou que o valor pago é menor em Mato Grosso do Sul, registrando uma média de 554 R$, durando ainda menos dias aos trabalhadores sul-mato-grossenses. Para Elaine Vasconcellos, funcionária de uma rede de concessionária, o valor ainda é menor. “Para fazer durar, eu preciso comprar material [ingredientes] e cozinhar e trabalhar oito horas por dia fica impossível. Então sempre acabo gastando comprando marmita todo dia, então imagina o gasto.” afirma a funcionária.
Mesmo com ajuda, Elaina ressalta que o valor não acompanha o custo de vida. “Ultimamente tudo está caro, então a gente sempre acaba tendo que fazer escolhas entre a qualidade e valores dos produtos, o que eu comprava com 400 reais antes é metade da minha compra atualmente” conta.
Se dividido o valor total do vale-alimentação pelos dias trabalhados, o trabalhador teria 20 reais diários para se alimentar. Em contrapartida no Mato Grosso do Sul, uma refeição completa custa R$45,21, fazendo com que o trabalho tire do próprio bolso mais da metade do custo para manter uma alimentação. O estudo da Pluxee afirmou ainda que o trabalhador brasileiro desembolsa em média 568,52 mensalmente para complementar a renda e ter comida todos os dias.
O cenário do benefício está em transformação, buscando mais eficiência para a ajudar a vida do trabalhador que segue buscando formas para ter uma dignidade alimentar.
Por Ian Netto
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