Após redução da Petrobras, Campo-grandense pode pagar R$0,9 a menos no litro da gasolina

A redução de 5,2% da gasolina A, entra em vigor nesta terça-feira (27) - Foto: NILSON FIGUEIREDO/arquivo
A redução de 5,2% da gasolina A, entra em vigor nesta terça-feira (27) - Foto: NILSON FIGUEIREDO/arquivo
Sinpetro-MS reforça que a queda efetiva nas bombas depende da decisão de cada revendedor
A Petrobras anunciou na manhã de segunda-feira (26) que a gasolina tipo A sofrerá uma redução de 5,2% no preço, passando a valer a partir desta terça-feira (27). O anúncio ocorre após três meses sem alterações no valor do combustível. A última mudança havia sido registrada em outubro de 2025, quando a gasolina ficou 4,9% mais barata.
A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e, posteriormente, é misturado pelas distribuidoras ao etanol anidro para a formação da gasolina C, comercializada nos postos. Com a redução anunciada, o preço de venda da Petrobras cairá para R$ 2,57 por litro, o que representa uma diminuição de 14 centavos para as distribuidoras.
Para o consumidor final, a medida deve resultar em uma redução média de até R$ 0,9 centavos por litro na gasolina. A expectativa é de que o corte contribua para aliviar a inflação, já que o combustível tem o maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país. No entanto, apesar da redução promovida pela estatal, o valor nas bombas pode variar, pois cada distribuidora e revendedor define o preço final ao consumidor.
Em nota, o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul) confirmou a aplicação da redução a partir da manhã desta terça-feira e destacou que o valor final pago pelo consumidor poderá variar conforme a distribuidora e o posto revendedor.
Em entrevista à equipe do O Estado, o economista Eduardo Matos explicou quais setores tendem a ser mais impactados pela redução. “Os setores mais afetados são aqueles que utilizam a gasolina no dia a dia. Como o diesel não foi modificado e mantém o mesmo preço, o impacto maior será sentido no transporte individual, nos pequenos fretes com frota leve, nos fretes urbanos, nos serviços de mobilidade urbana e em parte do comércio e dos serviços que dependem desse tipo de transporte”, afirma.
Eduardo também comentou sobre a precificação da gasolina em Mato Grosso do Sul. “Temos, por exemplo, preços em Campo Grande completamente distintos dos praticados no interior do Estado. É muito comum que municípios do interior apresentem valores significativamente mais altos em relação à capital. Isso se deve a questões logísticas, mas principalmente à dinâmica concorrencial, que tem grande impacto no preço do combustível. Em algumas cidades, há apenas um ou dois postos, o que caracteriza um oligopólio e permite a aplicação de margens de lucro maiores, inclusive para cobrir custos operacionais mais elevados no interior”, explica o economista.
Precificação
A Petrobras esclarece que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal. Entre eles estão:
•custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
•custo do etanol anidro, misturado à gasolina A para a formação da gasolina C;
•impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
•imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.
Por Ian Netto
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